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4 de agosto de 2014

Só isso, fará deste dia um dia bom

Mais uma semana a começar. A entrar obrigatoriamente com o pé direito.
Ao final do dia vou reencontrar o sorriso mais querido, aquele que me preenche. Só isso, fará deste dia um dia bom. Afinal de contas, tudo está bem quando acaba bem.
Até lá, muito trabalho pela frente. O verbo acreditar tem de ser conjugado em todas as seis pessoas, com figas à mistura e o grande desejo de cair em graça (porque, já dizia a minha avó, mais vale cair em graça do que ser engraçado).
Uma ideia a ganhar contornos regada a café, café e mais café. Costumava ser tão criativa. É preciso respirar fundo para que entre a pressão da uma data final e uma reunião importante o cérebro voe e faça magia.

Maria Amor

3 de agosto de 2014

Agora é hora de desligar

Sensação parcial de dever cumprido. Mas vontade de fazer mais. Muito mais e melhor. Mobilizar tudo e todos para esta missão que é a de tornar esta casa num lar. Tenho tudo na minha cabeça. Mil ideias. A lentidão a que o orçamento obriga é que me aflige. Se fosse possível, era tudo para ontem. Como não é, agarro-me à crença de que no final saberá melhor ainda. 
Agora é hora de desligar. É hora de sonhar (a dormir). Amanhã será um dia bom. Porque matar-se-ão saudades depois de um dia de trabalho, onde se espera magia. 

Maria Amor

28 de julho de 2014

Quero que os "ses" deixem de existir

Pergunto-me porque é que sou assaltada tantas vezes por estas ondas de parvoeira.  Deixo de ter vontade de escrever, de ter vontade de sair, de ter vontade de falar. Depois, sem mais nem menos, tudo começa a entrar novamente nos eixos.
Paro e penso frequentemente sobre isto. Sobre mim. E chego invariavelmente à conclusão de que não faço nada de que realmente goste. Nada que me faça esquecer que o resto do mundo existe (namorar não conta, refiro-me a coisas exclusivamente minhas, como dançar, outrora). É uma coisa necessária, não é? Termos tempo para nos perdermos em nós, connosco.
Passo os dias a ouvir as pessoas. A ajudá-las a perceberem-se. E quando chega a hora de me ouvir a mim mesma, já não tenho paciência para ouvir coisa nenhuma. E isto frustra-me. Porque no dia seguinte passou mais um dia em que eu fiquei esquecida para mim mesma.
Quero que os "ses" deixem de existir. Quero concretizar.

Maria Amor

21 de julho de 2014

Resta-me estar feliz

Segunda-feira.
Depois de um fim-de-semana atípico, vivido entre saudades e trabalho inesperado é dia de renovar esperanças. Dia de renovar forças.
Uma segunda-feira diferente. Em vez de ser de adeus é de olá. É de sorrir e abraçar. E beijar. E mimar.
Perante isto, resta-me estar feliz. E passar o dia a desejar que sejam seis da tarde, mais ainda do que o normal.

Maria Amor

19 de junho de 2014

Tudo tão natural, tão lógico para mim, tão óbvio

Estar numa esplanada a uma quinta-feira à tarde é um luxo. Que vai acabar brevemente. O trabalho começa a aumentar a olhos vistos. O sorriso também.
Sinto-me no caminho certo. As relações fortalecem-se. O sentimento de pertença aumenta. A dedicação cresce. O alinhamento de ideias, o "vestir a camisola", o vibrar com os valores defendidos... Tudo tão natural, tão lógico para mim, tão óbvio. Sem custos, sem sacrifícios, com toda a convicção. E o desejo secreto de que daqui a um ano me renovem pelo bom trabalho. 
Aquele receio de não estar suficientemente à altura (e que considero tão necessário que esteja presente para que nos tentemos sempre superar) também já se faz notar. É o peso da responsabilidade, chamo-lhe eu. 
Mais uma semana, boa, a chegar ao final. E o fim-de-semana mais feliz a esperar por mim, por nós.

Maria Amor

13 de junho de 2014

É isto a felicidade, não é?

Sexta-feira 13.
O melhor dia da semana. O último. A correr tão bem. Com os olhos postos no fim-de-semana. No que ele promete. Amor, praia, descanso, calor.
Estes últimos dias têm sido de corrida mas não a correr. O foco no que está a acontecer é cada vez maior. A disponibilidade, a motivação, a vontade "de fazer bonito" são cada vez maiores. Os sorrisos são uma confirmação. As relações vão-se estreitando. É bom. Dá ânimo.
Eu, sigo com a missão de fazer um bom trabalho mas, além de tudo, com a missão de me manter fiel a mim mesma e às aprendizagens que vou fazendo.
Há valores que fazem cada vez mais sentido. Valores com os quais me identifico e pelos quais quero pautar a minha vida, a minha prática profissional: a verdade, a crença no que faço, o mostrar a minha voz e de fender uma posição.
Foi uma boa semana. O começo real do que há-de vir. É isto a felicidade, não é?

Maria Amor

11 de junho de 2014

O que me alegra?

Fim-de-semana tão bom. Alguns passos percorridos no caminho de aprender a não fazer nada. É loucura, eu sei. Normalmente é ao contrário, também sei. Passar dois dias sem ligar o computador porque tenho de terminar um trabalho urgente, porque tenho de enviar um e-mail que não pode esperar umas horas, porque tenho de acrescentar um vírgula aqui ou ali não é uma coisa fácil para mim. Não o é porque foi tempo de mais neste registo e, apesar de toda a fartura que pudesse ter, era um modo de estar (que acabava por fazer mais mal aos que me rodeavam do que propriamente a mim, que nunca dramatizei o facto de não ter um fim-de-semana só para descansar).
Mas tenho feito um grande esforço. Durante o dia, em que estou distraída, a coisa corre bem. Quando a noite começa a cair, confesso, sinto uma ansiedade crescente. "Não fiz nada o fim-de-semana inteiro, como é possível?", é este tipo de pensamentos que me assalta.
Mas aí entra ele, com toda a sua descontracção, e me relembra o significado do conceito "fim-de-semana".

Hoje foi um regresso ao trabalho com muita motivação. Por ser quarta-feira mas, também, por ter descansado. É esta a grande diferença que noto no início das semanas, venho renovada! No entanto, continuo a contrariar todas as regras de gestão do tempo que conheço (burra!) e ando aqui num pandemónio a tentar dar conta do recado. O que me alegra? É trabalho de escrita. E posso escrever (mais ou menos) à minha vontade. E foi num ápice enquanto a manhã passou. E daqui a pouco, é fim-de-semana outra vez.

Maria Amor

2 de junho de 2014

E é tão bom sentir que estou no caminho certo

É com um misto de estranheza e felicidade que escrevo duas vezes no mesmo dia. E depois de um dia cheio de tarefas. Por hoje já terminou tudo, agora sou só eu. E que bem que sabe, estar aqui por uns momentos sem pensar em mais nada. Perder-me no Pintrest, coisa que há tanto tempo não fazia, e focar-me em ideias novas, daquelas que nos enchem os dias. Ler uma série de blogs em atraso. Ler meia dúzia de páginas de um livro novo.
Se me pedissem neste exacto momento para definir felicidade eu facilmente diria que é "ter tempo para desfrutar do tempo". Já olhei para o relógio um sem número de vezes. Sim, isto é real. Tenho um bocadinho de tempo para mim. E o cão está passeado. E a casa está arrumada. E não há trabalho ao serão.
Quero fazer disto um hábito porque assim o dia de amanhã não custará a chegar, nem a passar.
Quero voltar a sentir que é fácil viver. E é tão bom sentir que estou no caminho certo.

Maria Amor

Foi a minha razão de peso nesta decisão

As duas últimas semanas foram semanas como não me recordo de ter, há muito. Foram semanas tão incrivelmente más que me fizeram tomar A decisão.
Saí de um dos sítios onde trabalhava. No que trabalhava há mais tempo. No que me gastava (e agastava) mais tempo. No que não via futuro. No que não via paixão, nem motivação, nem crença, nem qualquer razão para continuar. E, assim, depois de dois anos decidi. Saí.
Desde então tudo parece mais leve. O trabalho das 8 às 5 continua mas, depois dessa hora, tenho uma vida que, por sinal, até gosto.
Passaram ainda poucos dias da tomada de decisão mas, por incrível que pareça, sinto que ando a levitar. Como é possível que algo nos roube assim tanto de nós?
Foi a minha razão de peso nesta decisão, sem dúvida. Preciso de olhar para mim e saber quem sou. Preciso de olhar para o meu trabalho e vê-lo como uma extensão de mim mesma. Preciso que seja uma camisola que eu queira muito vestir. Preciso, acima de tudo, sabê-lo com muita qualidade. Com toda a que eu lhe conseguir imprimir. Preciso reconhecê-lo: franco, leal, honesto.
Onde estava, já não era assim. Qualquer coisa servia, o "em cima do joelho" era ponto de ordem, o "adiar" palavra do dia. Estava a perder-me. Era o sentimento. Mergulhada num mar de (mau) trabalho, sem alegria, sem querer regressar amanhã.
Sinto que às vezes há que encher os pulmões de ar, pensar por um instante se é este mesmo o caminho e, senão for, com muita coragem, saltar fora.
Agora posso expirar com calma. Descobrir o que está a acontecer, o que há-de vir. Com confiança. Com entrega. Com o entusiasmo que há muito se perdera.

Maria Amor

6 de maio de 2014

Lado a lado

Percebo a cada dia que é na nossa diferença que crescemos. Que é no chegarmos um ao outro que nos construímos. Talvez por paixão. Que só assim a diferença e a nossa individualidade ganham lugar, no outro. Talvez por isso o amor seja, afinal de contas, uma construção. E talvez seja por paixão que a ponte construída se mantém.
Não sei. Sei que me encontro na nossa diferença. Sei que é nela que descubro onde sou forte. Sei que é nela que não tenho medo de não ser assim tão forte. Sei que estás sempre do outro lado, e do meu lado. Sei que estás sempre ao meu lado. Lado a lado. 
Tenho uma imensa sorte.

Maria Amor

17 de abril de 2014

É luxo

Sempre adorei trabalhar durante a noite, quando tudo acalmava, quando parecia não haver mais nada para viver nesse dia. Uma ideia tonta de que não estava a queimar horas do meu dia, nem a prescindir da companhia de ninguém para trabalhar.
Enquanto era estudante foi fácil manter esse ritmo, essa opção. O despertador nunca tocava cedo, as aulas não eram obrigatórias, a minha gestão sempre foi eficaz.
Quando a vida de trabalho começou, o caso mudou de figura. A noite tem de ser para dormir. O despertador começou a tocar a horas certas e o cansaço começou a deixar de dar tréguas. E dei por mim a lutar contra o sono sempre que tentava estender a noite de trabalho para além das duas, três da manhã.
Tive que me adaptar às mudanças. É sempre assim. Temos de correr para a frente, antes que fiquemos para trás.
Descobri que afinal sabe bem chegar a casa e não ter de pensar em trabalho até às quinhentas. Mas o dia tem de render, obrigatoriamente.
Descobri que sabe bem estar num café, com barulho à volta, com vida a acontecer, mas dentro da minha bolha: a trabalhar.
A tarde rendeu tanto, mas tanto. Fiz praticamente tudo o que precisava e regresso a casa com a sensação de dever cumprido e o computador desligado. Fim-de-semana à porta. Amor perto.
Sinto que isto sim, é aprender.
Sinto que isto sim, nem sempre é fácil.
Sinto que isto sim, é crescer.
Sinto que isto sim, é luxo.

Maria Amor

9 de abril de 2014

Lugar maior

Três horas e pouco de sono. Três da madrugada e os olhos sem fechar. A ansiedade não deixou que fosse mais cedo. Acordar antes do despertador tocar. Seis e cinquenta e sete. A ansiedade não deixou que fosse mais tarde.
Primeiro dia de um novo ano. Um estado de nervos nunca antes visto. Uma vontade de dizer que sim a tudo, à vida.
Um dia longo, tão completo, a transbordar. Um dia em que percebi que apesar de ser uma sonhadora pessimista, a vida teima em "empurrar-me" para o optimismo. Encontros, muito mais que do que os desencontros. A importância dos sonhos. O sentido do "caminho se fazer caminhando". Há momentos em que tenho de reconhecer, sou uma sortuda (que tem feito, em boa medida, uma corrida pela sua própria sorte). Meio perdida, às vezes, mas sempre com a convicção de que "isto tudo" há-de ser por um lugar maior
Um dia terei de ceder. Ao optimismo.

Maria Amor


7 de abril de 2014

Resoluções

Há quem faça resoluções de ano novo na passagem de 31 de Dezembro para 1 de Janeiro.
Eu faço-as a 7 de Abril. Porque sim! É agora que faz sentido. É agora que terá início um novo ciclo. É  partir de agora que farei um esforço acrescido para mudar, de verdade. Deixar para trás uma quantidade de maus vícios e abraçar de peito aberto o que virá de bom.
Porque virá, com toda a certeza.

Maria Amor

4 de abril de 2014

Estou meio

Uma semana passada a mil.
Terça-feira a melhor surpresa do mundo e a razão de não ter conseguido ter tempo para nada. O melhor motivo para terem deixado de existir regras, deadlines e grandes planeamentos. Três da tarde e o telefone toca: "Queres beber um café?". Pensei que se tinha enganado. Pensei que estaria a meter-se comigo. Saio do bloco e dou de caras com ele. Era suposto estar a mais de 150Km de distância, mas como o tempo se aliou a nós, e com chuva não se trabalha, foi uma semana cheia de tudo o que é bom e me faz feliz.
Nos entretantos do namoro e do trabalho, recebi a notícia que vai mudar a minha vida no próximo ano: a juntar ao trabalho todo que já tenho, começo na terça-feira, noutro sítio, a ter um horário das 8 às 6. Questiono-me como vou sobreviver (?!).
Estou meio em choque, meio em transe, meio histérica, meio... Vou pensar na vida e reorganizar esta maluqueira toda. Este fim-de-semana devia durar uma semana inteira, para meter tanta coisa que me faz falta em ordem.

Maria Amor

30 de março de 2014

Senão o peito de uma pessoa não aguenta

Uma sopa a meio da tarde para acalmar os ânimos provocados por um trabalho atrasado. Trabalho terminado.
Música daquela mesmo antiga, da adolescência enquanto espero pelo melhor abraço do mundo, só mais um bocadinho.
Inspirar e ganhar forças para a loucura que aí vem, dentro de uma ou duas semanas. Entretanto, despedir-me e resignar-me a mais cinco dias de distância.
Cada dia é diferente e isso é tão bom. É ao que me agarro.
As rotinas precisam-se, e criar-se-ão, quando for imprescindível. Por agora, acredito que me vou deixando viver, ao ritmo que vai sendo imposto.
Isto tem de ser com calma, senão o peito de uma pessoa não aguenta.

Maria Amor

29 de janeiro de 2014

Equilíbrio

Estou em processo máximo de procrastinação. Ai, quão chato pode ter que ser fazer uma mala de viagem? Ainda por cima em versão mini e económica. Ainda por cima para um frio de rachar. Ainda por cima ter de enfiar lá um par de botas de salto alto. Adiante, que a mala só deve sair lá prás quinhentas.
Ando aqui a divagar pelos blogs e deparo-me com gente de todo o tipo. Malta porreira que fala de si, de uma maneira simples e do seu dia-a-dia. Malta que se vai vangloreando quando é caso para tal. Alguns pessimistas. Outros mais voltados para o optimismo. Mas depois deparo-me com um caso em especial que, de tão optimista que é, me faz sentir quase a pior pessoa do mundo. O que me preocupa! Que me faz quase ter vergonha de me queixar, de deixar o pessimismo vir ao de cima, de ter dias menos bons. Pergunto-me: é normal ter dias maus, não é? (Não que hoje seja o caso!). É normal, de vez em quando, abrir os olhos e pensar "Que puta de vida, hoje só queria dormir até me apetecer!", não é? Eu acho que sim. Aliás, é normal e necessário. Sempre me fez muita confusão aquelas pessoas que vivem num mundo cor-de-rosa às bolinhas, com borboletas esvoaçantes e que da pior coisa conseguem retirar somente o lado bom. Pessoalmente, trabalho para o equilíbrio. Não consigo levar-me a mim mesma a acreditar que é tudo um mar de rosas. Quem sabe um dia, quando só olhar para o meu umbigo (e, mesmo assim, duvido).