Sempre adorei trabalhar durante a noite, quando tudo acalmava, quando parecia não haver mais nada para viver nesse dia. Uma ideia tonta de que não estava a queimar horas do meu dia, nem a prescindir da companhia de ninguém para trabalhar.
Enquanto era estudante foi fácil manter esse ritmo, essa opção. O despertador nunca tocava cedo, as aulas não eram obrigatórias, a minha gestão sempre foi eficaz.
Quando a vida de trabalho começou, o caso mudou de figura. A noite tem de ser para dormir. O despertador começou a tocar a horas certas e o cansaço começou a deixar de dar tréguas. E dei por mim a lutar contra o sono sempre que tentava estender a noite de trabalho para além das duas, três da manhã.
Tive que me adaptar às mudanças. É sempre assim. Temos de correr para a frente, antes que fiquemos para trás.
Descobri que afinal sabe bem chegar a casa e não ter de pensar em trabalho até às quinhentas. Mas o dia tem de render, obrigatoriamente.
Descobri que sabe bem estar num café, com barulho à volta, com vida a acontecer, mas dentro da minha bolha: a trabalhar.
A tarde rendeu tanto, mas tanto. Fiz praticamente tudo o que precisava e regresso a casa com a sensação de dever cumprido e o computador desligado. Fim-de-semana à porta. Amor perto.
Sinto que isto sim, é aprender.
Sinto que isto sim, nem sempre é fácil.
Sinto que isto sim, é crescer.
Sinto que isto sim, é luxo.
Maria Amor
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17 de abril de 2014
4 de abril de 2014
Estou meio
Uma semana passada a mil.
Terça-feira a melhor surpresa do mundo e a razão de não ter conseguido ter tempo para nada. O melhor motivo para terem deixado de existir regras, deadlines e grandes planeamentos. Três da tarde e o telefone toca: "Queres beber um café?". Pensei que se tinha enganado. Pensei que estaria a meter-se comigo. Saio do bloco e dou de caras com ele. Era suposto estar a mais de 150Km de distância, mas como o tempo se aliou a nós, e com chuva não se trabalha, foi uma semana cheia de tudo o que é bom e me faz feliz.
Nos entretantos do namoro e do trabalho, recebi a notícia que vai mudar a minha vida no próximo ano: a juntar ao trabalho todo que já tenho, começo na terça-feira, noutro sítio, a ter um horário das 8 às 6. Questiono-me como vou sobreviver (?!).
Estou meio em choque, meio em transe, meio histérica, meio... Vou pensar na vida e reorganizar esta maluqueira toda. Este fim-de-semana devia durar uma semana inteira, para meter tanta coisa que me faz falta em ordem.
Maria Amor
Terça-feira a melhor surpresa do mundo e a razão de não ter conseguido ter tempo para nada. O melhor motivo para terem deixado de existir regras, deadlines e grandes planeamentos. Três da tarde e o telefone toca: "Queres beber um café?". Pensei que se tinha enganado. Pensei que estaria a meter-se comigo. Saio do bloco e dou de caras com ele. Era suposto estar a mais de 150Km de distância, mas como o tempo se aliou a nós, e com chuva não se trabalha, foi uma semana cheia de tudo o que é bom e me faz feliz.
Nos entretantos do namoro e do trabalho, recebi a notícia que vai mudar a minha vida no próximo ano: a juntar ao trabalho todo que já tenho, começo na terça-feira, noutro sítio, a ter um horário das 8 às 6. Questiono-me como vou sobreviver (?!).
Estou meio em choque, meio em transe, meio histérica, meio... Vou pensar na vida e reorganizar esta maluqueira toda. Este fim-de-semana devia durar uma semana inteira, para meter tanta coisa que me faz falta em ordem.
Maria Amor
9 de janeiro de 2014
O tempo, esse danado
Tem sido uma colecção de noites mal dormidas, com o relógio como inimigo número um. Inevitavelmente, vou dando espreitadelas desesperadas e não é raro na última já passar das quatro e tal.
Os dias voam. A sensação é de uma falta de ar e, ao mesmo tempo, de um apaziguamento estranho. O tempo, esse danado: nunca nos chega e ao mesmo tempo queremos que chegue aquele dia, aquele instante. Tenho como certeza que, para o bem ou para o mal, ele não parará. E isso acalma-me. Tudo tomará o curso devido, porque (para mim) só assim pode ser. Só assim faz sentido.
Na cabeça e no coração é uma miscelânea de sentimentos, de dores, de prazeres. É um ter de lidar constante com um viver ansiosa, com um saborear pequenas vitórias, com uma saudade no peito que tem por prazo de validade os curtinhos fins-de-semana. É um procurar (e encontrar) forças não sei muito bem onde mas que, a cada nascer do dia se renovam.
E acreditar! Acreditar nem sei bem no quê, mas mesmo assim, com tanta força que os pequenos momentos entre conversas sinceras nos trazem a energia que acreditávamos esgotada. É um carinho e uma gratidão pelas pessoas que se riem genuinamente connosco, que acreditam que nós podemos mover o mundo.
Disse-me alguém um dia que eu era protegida por uma estrelinha. Nunca me detive no assunto... Ultimamente, mais. Talvez...
A noite aproxima-se e não sei até que horas me irei debater até que caia, por fim, num sono descansado. Amanhã será mais um dia, bom, tenho a certeza.
Maria Amor
Os dias voam. A sensação é de uma falta de ar e, ao mesmo tempo, de um apaziguamento estranho. O tempo, esse danado: nunca nos chega e ao mesmo tempo queremos que chegue aquele dia, aquele instante. Tenho como certeza que, para o bem ou para o mal, ele não parará. E isso acalma-me. Tudo tomará o curso devido, porque (para mim) só assim pode ser. Só assim faz sentido.
Na cabeça e no coração é uma miscelânea de sentimentos, de dores, de prazeres. É um ter de lidar constante com um viver ansiosa, com um saborear pequenas vitórias, com uma saudade no peito que tem por prazo de validade os curtinhos fins-de-semana. É um procurar (e encontrar) forças não sei muito bem onde mas que, a cada nascer do dia se renovam.
E acreditar! Acreditar nem sei bem no quê, mas mesmo assim, com tanta força que os pequenos momentos entre conversas sinceras nos trazem a energia que acreditávamos esgotada. É um carinho e uma gratidão pelas pessoas que se riem genuinamente connosco, que acreditam que nós podemos mover o mundo.
Disse-me alguém um dia que eu era protegida por uma estrelinha. Nunca me detive no assunto... Ultimamente, mais. Talvez...
A noite aproxima-se e não sei até que horas me irei debater até que caia, por fim, num sono descansado. Amanhã será mais um dia, bom, tenho a certeza.
Maria Amor
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