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4 de agosto de 2014

Só isso, fará deste dia um dia bom

Mais uma semana a começar. A entrar obrigatoriamente com o pé direito.
Ao final do dia vou reencontrar o sorriso mais querido, aquele que me preenche. Só isso, fará deste dia um dia bom. Afinal de contas, tudo está bem quando acaba bem.
Até lá, muito trabalho pela frente. O verbo acreditar tem de ser conjugado em todas as seis pessoas, com figas à mistura e o grande desejo de cair em graça (porque, já dizia a minha avó, mais vale cair em graça do que ser engraçado).
Uma ideia a ganhar contornos regada a café, café e mais café. Costumava ser tão criativa. É preciso respirar fundo para que entre a pressão da uma data final e uma reunião importante o cérebro voe e faça magia.

Maria Amor

13 de junho de 2014

É isto a felicidade, não é?

Sexta-feira 13.
O melhor dia da semana. O último. A correr tão bem. Com os olhos postos no fim-de-semana. No que ele promete. Amor, praia, descanso, calor.
Estes últimos dias têm sido de corrida mas não a correr. O foco no que está a acontecer é cada vez maior. A disponibilidade, a motivação, a vontade "de fazer bonito" são cada vez maiores. Os sorrisos são uma confirmação. As relações vão-se estreitando. É bom. Dá ânimo.
Eu, sigo com a missão de fazer um bom trabalho mas, além de tudo, com a missão de me manter fiel a mim mesma e às aprendizagens que vou fazendo.
Há valores que fazem cada vez mais sentido. Valores com os quais me identifico e pelos quais quero pautar a minha vida, a minha prática profissional: a verdade, a crença no que faço, o mostrar a minha voz e de fender uma posição.
Foi uma boa semana. O começo real do que há-de vir. É isto a felicidade, não é?

Maria Amor

6 de junho de 2014

Há muito, muito tempo

Tudo está bem quando acaba bem. Foi uma semana vivida no rescaldo da decisão tomada. Uma decisão que não foi aceite pela chefe. Que não foi, infelizmente, nada cordial na forma como mo fez saber.
Depois de dias em que o silêncio reinou, o e-mail recebido ontem já durante a madrugada deu a entender, no mais profundo tom de gozo, que esperava que eu organizasse a minha vida e voltasse (apeteceu-me gritar-lhe bem alto que a minha vida, agora que estou longe dela, está mais organizada do que nunca!). Perguntou também se eu estava mais calma (este era o momento em que lhe gritava bem alto que sempre estive calma, sempre, excepto quando tinha que me desdobrar e deixar de ter vida para atender às loucuras pessoais dela). Por fim, diz que tenho de permanecer num dos projectos porque sim, porque ela quer (e aqui, já fora de mim, gritar-lhe-ia: "Mas você paga-me para isto? Nem um cêntimo, por isso cale essa matraca e nunca mais me dirija a palavra!").
Não fiz nada disto. Fui tão estupidamente educada que só me faltou dizer que era com muita pena que vinha embora. Sublinhei bem sublinhado que já não poderia contar comigo e, a partir de hoje, acabou.
Bem sei que esta minha resposta fará com que ela se "atire ao ar", principalmente, por não ter cedido nem perdido o decoro. Agora, só estou da indecisão se marco o e-mail dela como spam ou não (gargalhada maléfica).
Há muito, muito tempo que não me sentia tão feliz.

Maria Amor

9 de abril de 2014

Lugar maior

Três horas e pouco de sono. Três da madrugada e os olhos sem fechar. A ansiedade não deixou que fosse mais cedo. Acordar antes do despertador tocar. Seis e cinquenta e sete. A ansiedade não deixou que fosse mais tarde.
Primeiro dia de um novo ano. Um estado de nervos nunca antes visto. Uma vontade de dizer que sim a tudo, à vida.
Um dia longo, tão completo, a transbordar. Um dia em que percebi que apesar de ser uma sonhadora pessimista, a vida teima em "empurrar-me" para o optimismo. Encontros, muito mais que do que os desencontros. A importância dos sonhos. O sentido do "caminho se fazer caminhando". Há momentos em que tenho de reconhecer, sou uma sortuda (que tem feito, em boa medida, uma corrida pela sua própria sorte). Meio perdida, às vezes, mas sempre com a convicção de que "isto tudo" há-de ser por um lugar maior
Um dia terei de ceder. Ao optimismo.

Maria Amor


7 de abril de 2014

Resoluções

Há quem faça resoluções de ano novo na passagem de 31 de Dezembro para 1 de Janeiro.
Eu faço-as a 7 de Abril. Porque sim! É agora que faz sentido. É agora que terá início um novo ciclo. É  partir de agora que farei um esforço acrescido para mudar, de verdade. Deixar para trás uma quantidade de maus vícios e abraçar de peito aberto o que virá de bom.
Porque virá, com toda a certeza.

Maria Amor

28 de março de 2014

Sorri genuinamente

Queria ser capaz de escrever mas as pestanas pesam toneladas. Estou a adormecer com o computador ao colo, cenário que se vem tornando um hábito nos últimos tempos.
Mas tinha que registar isto.
Tinha que dizer que quando saí do trabalho, tinha o carro quase a um quilómetro e estava a chover.
Tinha que escrever que vi o sol de frente e procurei instintivamente um arco-íris. Não encontrei.
Segui viagem e, de repente, lá estava ele!
Empoleirei-me para perceber onde era o fim. Apreciei. E, pensei, "Quando há dois é que é!".
Há pessoas assim, sempre meio insatisfeitas, como eu.
Já a chegar casa, olhei aleatoriamente para o céu. O segundo arco-íris, tímido, espreitava.
Sorri genuinamente.
Satisfeita.

Maria Amor

4 de março de 2014

Vou derreter-me

Não foi um dia com máscaras, muito pelo contrário. Foi um dia de verdade. A somar aos três que já lá vão. Poder acordar, passar o dia e voltar a adormecer na companhia da pessoa mais importante é uma felicidade só.Ser eu mesma, dividir cada pedaço de mim, rir muito.
Gostava que todos os dias fossem assim, ausentes de ausência. Preenchidos de mimo. Cheios de significado. Dias em que cada acordar faz sentido. (Estou cansada do sentimento de saudade que vulgarmente me dá  os bons-dias e as boas-noites.)
Já não vai durar muito, esta pausa que a vida me deu, mas sabe sempre a céu. Dentro de instantes o sorriso por detrás do mau-feitio causado por um dia  de trabalho irromperá e eu, vou derreter-me.

Maria Amor





18 de fevereiro de 2014

Bicos dos pés

Quando nos apercebemos que vivemos há demasiado tempo com a sensação de andar em bicos dos pés torna-se assustador. Porque nos parece que só assim iremos conseguir respirar. Com ou sem necessidade, dos bicos dos pés. Mas torna-se um vício, parte de nós.
É fácil ver a felicidade na simplicidade. A felicidade dos outros. A minha está no limbo. Entre o sentimento de nunca ser alcançada e o de poder ruir a qualquer momento.
Não consigo ultrapassar a ideia de o tempo ser tão pouco. Fariam falta umas cinco vidas, para tudo. E o que isso me entorpece? Perco as noites, e os dias depois, e a crença, e a esperança. 
Na verdade, sinto que por mais que aguente os bicos dos pés, a vida não me chegará. Para a felicidade.

Maria Amor

6 de fevereiro de 2014

Sortuda?

Insistem na bipolaridade. Admito, tenho uma quedinha. Todo o dramatismo, o choro à mistura com um power desmedido. São alguns dos ingredientes que me fazem dar-lhes razão. Talvez por isso tenha a mania de que sou um bocadinho especial (ainda não cheguei bem à conclusão do "para quem?").
A vida, ultimamente, tem sido uma constante viagem entre o "Não me apetece" e o "Tem de ser". O porquê? Não sei. Gostaria de descobrir, mas não me apetece. Até quando tiver de ser.
Oiço, frequentemente, "És uma sortuda!". De há dois anos a esta parte, momento em que terminei o mestrado, o trabalho chove. Ainda não chegou um contrato ao fim e já há propostas e ideias e projetos e trabalho, trabalho, trabalho.
Racionalmente, sim, sou sortuda. Com o coração... Não me sinto. Não quero ser ingrata (sei que não sou, visto a camisola como vejo poucos, meto a mão na massa como se a minha vida disso dependesse), mas com o coração não me sinto sortuda, nem feliz, nem realizada.
Dou voltas e voltas à cabeça e fazer disto vida, não será vida. Não, pelo menos, para mim. Veremos...

Maria Amor

8 de janeiro de 2014

Ai caraças, que isto soube-me tão bem!

Há uns tempos alinhei em fazer um workshop. De coaching. Em que, depois de um dia mais "teórico", tínhamos direito a três sessões individuais. Já foi há coisa de uns três meses.
Apesar de, por mil constrangimentos, ainda não ter feito a terceira e última sessão, foi-me pedido um pequeno feedback do processo pelo qual passei.
Enferrujada que estou na escrita, foi com dificuldade que rascunhei meia dúzia de linhas. Nada que se dissesse "benza-te Deus". A pessoa em questão disse-me que se comoveu a ler o meu (medíocre) testemunho.

Fiquei a matutar nisto. No feedback pedido. Que, mais do que para um outro alguém, foi para mim mesma. Então não é que esta traquitana do coaching fez mesmo "mossa"? A infelicidade já não dura tanto, nem a desmotivação, nem as ladainhas, nem as queixinhas. Às vezes, dou comigo a querer ser chorona e já não consigo.
Estou desempregada há duas semanas, sem grandes perspectivas em vista e, na verdade nem sequer me consigo chatear. Parece que algo em mim sabe que ao virar da esquina vai estar o que preciso. Ao mesmo tempo, mexo-me como senão acreditasse na sorte. Não paro. Não consigo.

Acabei de pôr música a tocar. Não sei há quanto tempo não o fazia. Apetece-me um cigarro e um bom vinho (mas não comprei cigarros). Talvez para comemorar andar aqui toda "felizona" sem razão aparente.
É tonto, bem sei... Aliás, pode parecer tonto mas não é. Ter o controlo das coisas que estão ao nosso alcance sabe tão bem. Ser capaz de lidar com as que não estão, é divino. Por isso, hoje, ao contrário do que fiz muitas e muitas vezes, saí do trabalho (sim, estou desempregada, oficialmente) tarde, mas com tudo terminado. Não trabalhei mais depois de jantar.
Passeei o cão, inspirei o frio da rua, pintei as unhas, ouvi música.
Ai caraças, que isto soube-me tão bem!

Maria Amor