Sexta-feira 13.
O melhor dia da semana. O último. A correr tão bem. Com os olhos postos no fim-de-semana. No que ele promete. Amor, praia, descanso, calor.
Estes últimos dias têm sido de corrida mas não a correr. O foco no que está a acontecer é cada vez maior. A disponibilidade, a motivação, a vontade "de fazer bonito" são cada vez maiores. Os sorrisos são uma confirmação. As relações vão-se estreitando. É bom. Dá ânimo.
Eu, sigo com a missão de fazer um bom trabalho mas, além de tudo, com a missão de me manter fiel a mim mesma e às aprendizagens que vou fazendo.
Há valores que fazem cada vez mais sentido. Valores com os quais me identifico e pelos quais quero pautar a minha vida, a minha prática profissional: a verdade, a crença no que faço, o mostrar a minha voz e de fender uma posição.
Foi uma boa semana. O começo real do que há-de vir. É isto a felicidade, não é?
Maria Amor
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13 de junho de 2014
6 de maio de 2014
Não é?
Não estou feliz. Neste momento não estou. Não me sinto
realizada nem a nível pessoal, nem profissional. Ui, a nível profissional.
Mas, tenho aprendido, às vezes temos a necessidade de
acreditar que até nem está tudo assim tão mal, ou que irá tudo ficar bem.
E vivemos assim, neste meio engano, que torna as ausências
suportáveis. Que nos faz continuar a percorrer o caminho que sabemos, só de
coração, ser o certo. E no meio disto tudo, tentamos continuar a ouvir-nos,
tentamos escutá-lo sempre, aos gritos
baixinho a pedir para chegarmos rápido. Nem sempre é tão rápido como
desejaríamos.
Certo que a felicidade se encontra no caminho e não só na
meta. Mas e ensinar-lhe? É ir vivendo. Mas a urgência em chegar é tanta.
Descobri numa conversa aleatória qual é o meu verdadeiro
problema. Não podemos mudar o mundo, palavras de um amigo. E, ao ver a coisa
tão clara assim, percebi. E mesmo desiludida, mesmo ciente dessa realidade,
houve uma parte de mim que não conseguiu acreditar. Haverá sempre pessoas que valem a pena. E tenho uma mão cheia delas perto de mim. E com
essas, junto dessas, sei que é possível muito mais que mudar o mundo. Isto é
uma prova irrefutável de ingenuidade e crença, não é?
Maria Amor
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