Mostrando postagens com marcador paciência. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador paciência. Mostrar todas as postagens

28 de abril de 2014

Não me tem feito sentido

Não me tem feito sentido escrever.
Venho, leio aqueles que sigo. Procuro sempre por mais um ou dois. Mas não me fez sentido escrever. Porque não há muito a acrescentar. Porque desta vez, até agora, não me pareceu necessário partilhar a angústia e a desmotivação.
Por vezes, tenho a sensação que nunca serei feliz. Parece que nunca encontrarei o trabalho que me faça querer voltar no dia seguinte e faça vir ao de cima o melhor de mim. Começo sempre com entusiasmo para três vidas. Mas, por esperar demasiado, por querer demasiado, talvez por acreditar demasiado, acabo, invariavelmente, com um sentimento enorme de desilusão. Que, invariavelmente também, nunca tarda muito em chegar.

O fim-de-semana terminou e não consigo não me deixar invadir por estas energias negativas. Preciso de me sentir bem no que faço para ser feliz e estou com tantas dificuldades em encontrar esse equilíbrio. Vive em mim um sentimento de inutilidade, incompetência, de andar à deriva. Procuro, a todo o custo, caminhos e respostas. 

Maria Amor

3 de março de 2014

Esta semana

Esta semana, se tudo correr mais ou menos como previsto, vai passar num ai. Tento convencer-me a mim mesma que este desejo desenfreado de que o tempo passe e chegue rápido o fim-de-semana não é saudável, mas são os sábados e os domingos que me fazem mais feliz. Não consigo evitar.
Ando numa ambivalência em relação a tudo, ou quase tudo. Apetece-me estar no meu mundo, pensar com calma, alinhar tantas coisas que sei serem importantes. Com tempo.
O regresso ao trabalho, oficialmente, será só na quinta-feira. Oficialmente.
Até lá, quero poder mergulhar num mar de mimos, esquecer (dentro do possível) que há horários e obrigações, aninhar-me no meu porto de abrigo, respirar devagar e em conjunto, sorrir de cumplicidade, adormecer sem mil voltas de desânimo.
Será uma boa semana.

Maria Amor

7 de fevereiro de 2014

Uma canseira

Ui! Lista de tarefas? Interminável para uma sexta-feira. Para piorar, tudo coisas que dependem de terceiros, e quartos e quintos. Não vou sair daqui com o dever cumprido, de certeza!
As corridas matinais (ou pelo final do dia) continuam no "fica para amanhã". Sentimento que impera: frustração. Só depende de mim, mas eu, nestas coisas, sou muito fraquinha.
Já só consigo pensar que amanha é fim-de-semana. É condenável? Talvez devesse achar que sim, mas não consigo. O tempo está tão pouco convidativo a loucuras laborais.
Não aparece ninguém pelo centro! Tenho que assentir à ideia de haver grandes vidas (pena que a minha não está incluída).
Apetece-me ver séries aninhada nele, esquecer-me que há tanto por terminar. A ideia louca de mudar de vida não me abandona um instante. Mando-a sossegar, mas ela teima porque teima em permanecer.
São molhadas de papéis, telefonemas (nem sei bem para onde) por fazer, assuntos por fechar. Uma canseira desgastante. Que me tolda.

Maria Amor

29 de janeiro de 2014

Equilíbrio

Estou em processo máximo de procrastinação. Ai, quão chato pode ter que ser fazer uma mala de viagem? Ainda por cima em versão mini e económica. Ainda por cima para um frio de rachar. Ainda por cima ter de enfiar lá um par de botas de salto alto. Adiante, que a mala só deve sair lá prás quinhentas.
Ando aqui a divagar pelos blogs e deparo-me com gente de todo o tipo. Malta porreira que fala de si, de uma maneira simples e do seu dia-a-dia. Malta que se vai vangloreando quando é caso para tal. Alguns pessimistas. Outros mais voltados para o optimismo. Mas depois deparo-me com um caso em especial que, de tão optimista que é, me faz sentir quase a pior pessoa do mundo. O que me preocupa! Que me faz quase ter vergonha de me queixar, de deixar o pessimismo vir ao de cima, de ter dias menos bons. Pergunto-me: é normal ter dias maus, não é? (Não que hoje seja o caso!). É normal, de vez em quando, abrir os olhos e pensar "Que puta de vida, hoje só queria dormir até me apetecer!", não é? Eu acho que sim. Aliás, é normal e necessário. Sempre me fez muita confusão aquelas pessoas que vivem num mundo cor-de-rosa às bolinhas, com borboletas esvoaçantes e que da pior coisa conseguem retirar somente o lado bom. Pessoalmente, trabalho para o equilíbrio. Não consigo levar-me a mim mesma a acreditar que é tudo um mar de rosas. Quem sabe um dia, quando só olhar para o meu umbigo (e, mesmo assim, duvido).

27 de janeiro de 2014

Dias

Têm sido dias relativamente calmos. Até tenho receio de dizer isto (digo baixinho, para mim, em pensamento) porque, normalmente, aplica-se o ditado ao contrário e depois da bonança costuma vir a tempestade, das grandes.
Tenho andado num processo de mentalização para voltar às corridas, mas o frio não tem ajudado em nada. Regrada q.b. na alimentação, vou fazendo algum exercício dentro de quatro paredes mas lançar-me ao asfalto é que tem sido difícil.
No trabalho, houve propostas, grandes notícias e surgiu um "Sim". Daqui a pouco tempo regresso ao terreno oficialmente (porque falta de trabalho nunca houve), a um ordenado (magrinho) e a um mínimo de estabilidade. É um grande "Ufaaa!" nos dias que correm.
Não há grandes energias por hoje, nem mantras, nem otimistos excessivos. Há apenas o humor típico de uma segunda-feira cinzenta, a gestão astuta da paciência para pessoas desocupadas e a vontade maior que a semana passe a correr.

Maria Amor