Tento viver devagar. Tento ir com calma. Mas há aquele momento em que tudo parece virar-se de pernas para o ar. Há luzes amarelas e encarnadas a piscar. Há sirenes a tocar. Como se gritassem "Despacha-te! A vida são três dias.".
Nesses momentos, que não são muitos mas de vez em quando dá-me para aí, é como se me faltasse o ar, o tempo, os dias. É como se a vida tivesse que ser vivida em cinco minutos. E sinto que ninguém (ele) me percebe. Porque ele sabe viver um dia de cada vez.
Mas eu, eu queria todas as juras, todas as promessas, eu queria tudo a acontecer no dia seguinte.
É uma mistura de saudades pelo que já vivi, pelo que hei-de viver. É uma saudade constante, porque ele está longe. E sinto a vida a gastar-se.
Maria Amor
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17 de junho de 2014
16 de junho de 2014
Numa realidade paralela
Depois de uma boa semana tudo se completou num excelente fim-de-semana.
A melhor praia, o melhor sol, o maior amor. Acordar mergulhada na natureza, aninhada num abraço infinito, ouvir o som do mar. Tudo com uma calma estonteante. Numa realidade paralela.
Chegar a casa à meia-noite e arrumar tudo para a semana que entra, em cinco minutos. E correr rápido para os braços dele, porque agora só daqui a cinco dias voltamos a sorrir com a mesma intensidade.
Maria Amor
A melhor praia, o melhor sol, o maior amor. Acordar mergulhada na natureza, aninhada num abraço infinito, ouvir o som do mar. Tudo com uma calma estonteante. Numa realidade paralela.
Chegar a casa à meia-noite e arrumar tudo para a semana que entra, em cinco minutos. E correr rápido para os braços dele, porque agora só daqui a cinco dias voltamos a sorrir com a mesma intensidade.
Maria Amor
16 de maio de 2014
O depois, logo se vê
Foi uma semana intensa. A próxima subirá ainda um pouco mais o nível.
É bom ter trabalho. Com o aproximar do fim-de-semana é tendencial a vontade de não fazer nada. Mas as três tarefas em mãos, para segunda-feira, não vão dar tréguas.
Daqui a 4 horas estarei no paraíso e o tempo vai parar. Vou recuperar a metade do coração que me falta. O depois, logo se vê.
Maria Amor
É bom ter trabalho. Com o aproximar do fim-de-semana é tendencial a vontade de não fazer nada. Mas as três tarefas em mãos, para segunda-feira, não vão dar tréguas.
Daqui a 4 horas estarei no paraíso e o tempo vai parar. Vou recuperar a metade do coração que me falta. O depois, logo se vê.
Maria Amor
19 de abril de 2014
Ele sobra-me
Esta noite foi diferente. Foi uma noite quente, e doce, foi uma noite como não tínhamos há muito tempo. Espantei o sono, fugi da vontade irremediável de adormecer em três segundos. Fiz um esforço enorme, claro que fiz. Porque o corpo e a cabeça pediam descanso.
Dormimos nus, depois de nos descobrirmos devagarinho. Enroscámo-nos, como se fosse a primeira vez. Beijámo-nos até, por fim, o mimo de adormecer no melhor aconchego do mundo vencer.
Acordámos e o desejo pediu mais. Amámo-nos novamente. Olhámo-nos com carinho, nascemos para ser e estar assim. É uma convicção tão forte.
A vida, assim como ela é, é perfeita. E não poderia pedir mais.
Ele chega-me. Ele sobra-me.
Maria Amor
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