Depois de uma boa semana tudo se completou num excelente fim-de-semana.
A melhor praia, o melhor sol, o maior amor. Acordar mergulhada na natureza, aninhada num abraço infinito, ouvir o som do mar. Tudo com uma calma estonteante. Numa realidade paralela.
Chegar a casa à meia-noite e arrumar tudo para a semana que entra, em cinco minutos. E correr rápido para os braços dele, porque agora só daqui a cinco dias voltamos a sorrir com a mesma intensidade.
Maria Amor
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16 de junho de 2014
6 de maio de 2014
Lado a lado
Percebo a cada dia que é na nossa diferença que crescemos. Que é no chegarmos um ao outro que nos construímos. Talvez por paixão. Que só assim a diferença e a nossa individualidade ganham lugar, no outro. Talvez por isso o amor seja, afinal de contas, uma construção. E talvez seja por paixão que a ponte construída se mantém.
Não sei. Sei que me encontro na nossa diferença. Sei que é nela que descubro onde sou forte. Sei que é nela que não tenho medo de não ser assim tão forte. Sei que estás sempre do outro lado, e do meu lado. Sei que estás sempre ao meu lado. Lado a lado.
Tenho uma imensa sorte.
Maria Amor
5 de maio de 2014
As pessoas
Poderia
escrever sobre o sol. Sobre o mar. Sobre o vento levezinho que tornava tudo
mais agradável. Mas não. As pessoas, muito mais do que outra coisa qualquer,
são o que nos faz. E se às vezes sabem bem palavras, muitas palavras, noutras
vezes basta a presença. E o sol brilhou mais porque nos reflectiu.
Maria Amor
4 de março de 2014
Vou derreter-me
Não foi um dia com máscaras, muito pelo contrário. Foi um dia de verdade. A somar aos três que já lá vão. Poder acordar, passar o dia e voltar a adormecer na companhia da pessoa mais importante é uma felicidade só.Ser eu mesma, dividir cada pedaço de mim, rir muito.
Gostava que todos os dias fossem assim, ausentes de ausência. Preenchidos de mimo. Cheios de significado. Dias em que cada acordar faz sentido. (Estou cansada do sentimento de saudade que vulgarmente me dá os bons-dias e as boas-noites.)
Já não vai durar muito, esta pausa que a vida me deu, mas sabe sempre a céu. Dentro de instantes o sorriso por detrás do mau-feitio causado por um dia de trabalho irromperá e eu, vou derreter-me.
Maria Amor
Gostava que todos os dias fossem assim, ausentes de ausência. Preenchidos de mimo. Cheios de significado. Dias em que cada acordar faz sentido. (Estou cansada do sentimento de saudade que vulgarmente me dá os bons-dias e as boas-noites.)
Já não vai durar muito, esta pausa que a vida me deu, mas sabe sempre a céu. Dentro de instantes o sorriso por detrás do mau-feitio causado por um dia de trabalho irromperá e eu, vou derreter-me.
Maria Amor
31 de julho de 2013
Aquela certeza
Faz muito tempo.
Conhecíamo-nos de vista, tínhamos amigos em comum, mas só naquele dia, passados cinco anos, tudo aconteceu. A culpa foi dele, como sempre disse.
A culpa de quê, precisamente? Não sei. Mas a partir desse dia as mensagens trocadas não pararam. Os cafés, os filmes pela noite dentro, as combinações de todo o tipo aconteceram como se nos conhecêssemos de uma vida inteira.
A cumplicidade notava-se ao longe. Perguntaram várias vezes há quanto tempo estávamos juntos e quando a resposta surgia, era uma surpresa. Por ser ainda tão pouco.
Crescemos, conhecemo-nos, amámo-nos, descobrimos juntos o que é ser adultos. Ajudámo-nos em tantas e tantas coisas. Com carinho, levámo-nos ao colo um ao outro quando mais precisámos. Rimos tanto. Partilhámos muito mais.
Nestes últimos anos foi assim.
Agora, aqui andamos e, mergulhados num futuro incerto, sobrevivemos a cada dia com o gosto quente de mais uma conquista. Com o sonho a envolver-nos mas com a saudade por sombra. Com um desejo que teima em vir ao de cima todos os dias mas que tem de esperar pelo momento permitido pelo tempo.
Sabemos que no final, seja lá a que final nos referimos, haverá sempre o aconchego de um abraço. O nosso abraço. Sabemos que depois de tudo, só coisas boas nos podem estar reservadas.
E acredito nisto com a mesma certeza de que o sol nascerá amanhã. Aquela certeza que só os crentes no amor de verdade têm.
Maria Amor
Conhecíamo-nos de vista, tínhamos amigos em comum, mas só naquele dia, passados cinco anos, tudo aconteceu. A culpa foi dele, como sempre disse.
A culpa de quê, precisamente? Não sei. Mas a partir desse dia as mensagens trocadas não pararam. Os cafés, os filmes pela noite dentro, as combinações de todo o tipo aconteceram como se nos conhecêssemos de uma vida inteira.
A cumplicidade notava-se ao longe. Perguntaram várias vezes há quanto tempo estávamos juntos e quando a resposta surgia, era uma surpresa. Por ser ainda tão pouco.
Crescemos, conhecemo-nos, amámo-nos, descobrimos juntos o que é ser adultos. Ajudámo-nos em tantas e tantas coisas. Com carinho, levámo-nos ao colo um ao outro quando mais precisámos. Rimos tanto. Partilhámos muito mais.
Nestes últimos anos foi assim.
Agora, aqui andamos e, mergulhados num futuro incerto, sobrevivemos a cada dia com o gosto quente de mais uma conquista. Com o sonho a envolver-nos mas com a saudade por sombra. Com um desejo que teima em vir ao de cima todos os dias mas que tem de esperar pelo momento permitido pelo tempo.
Sabemos que no final, seja lá a que final nos referimos, haverá sempre o aconchego de um abraço. O nosso abraço. Sabemos que depois de tudo, só coisas boas nos podem estar reservadas.
E acredito nisto com a mesma certeza de que o sol nascerá amanhã. Aquela certeza que só os crentes no amor de verdade têm.
Maria Amor
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