Pergunto-me porque é que sou assaltada tantas vezes por estas ondas de parvoeira. Deixo de ter vontade de escrever, de ter vontade de sair, de ter vontade de falar. Depois, sem mais nem menos, tudo começa a entrar novamente nos eixos.
Paro e penso frequentemente sobre isto. Sobre mim. E chego invariavelmente à conclusão de que não faço nada de que realmente goste. Nada que me faça esquecer que o resto do mundo existe (namorar não conta, refiro-me a coisas exclusivamente minhas, como dançar, outrora). É uma coisa necessária, não é? Termos tempo para nos perdermos em nós, connosco.
Passo os dias a ouvir as pessoas. A ajudá-las a perceberem-se. E quando chega a hora de me ouvir a mim mesma, já não tenho paciência para ouvir coisa nenhuma. E isto frustra-me. Porque no dia seguinte passou mais um dia em que eu fiquei esquecida para mim mesma.
Quero que os "ses" deixem de existir. Quero concretizar.
Maria Amor
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28 de julho de 2014
16 de julho de 2014
Consome-me
Passou quase um mês desde a última vez que escrevi. Não por falta de vontade. Nem tão pouco por falta de tempo. É qualquer coisa cá dentro. Não é desmotivação. Não há razão para isso. Venho, todos os dias, leio os blogs que sigo com a mesma regularidade de sempre. Volta e meia início um novo post mas, invariavelmente, acabo por desistir depois das primeiras palavras. Porquê? Não sei. Tento perceber, actuo como psicóloga de mim mesma. Tento perceber o porquê deste estado. E não consigo chegar lá.
Sinto-me feliz no trabalho. Sinto-me feliz no amor. Sinto-me feliz na amizade. Sinto-me feliz. Acho eu. Mas, mesmo assim, falta qualquer coisa.
E isto é horrível.
A brincadeira de dizer que sou uma eterna insatisfeita começa a deixar de ter graça. Consome demasiada energia. Consome-me. Mas é um sentimento incontrolável e, aos meus olhos, incontornável. É uma vontade de não fazer nada que não consigo explicar. Ficar parada a um canto... E sei que as horas poderiam passar por mim que eu não notaria sequer. Sinto um sono avassalador. Uma ausência de energia. Mas não é físico.
Não sei...
Maria Amor
Sinto-me feliz no trabalho. Sinto-me feliz no amor. Sinto-me feliz na amizade. Sinto-me feliz. Acho eu. Mas, mesmo assim, falta qualquer coisa.
E isto é horrível.
A brincadeira de dizer que sou uma eterna insatisfeita começa a deixar de ter graça. Consome demasiada energia. Consome-me. Mas é um sentimento incontrolável e, aos meus olhos, incontornável. É uma vontade de não fazer nada que não consigo explicar. Ficar parada a um canto... E sei que as horas poderiam passar por mim que eu não notaria sequer. Sinto um sono avassalador. Uma ausência de energia. Mas não é físico.
Não sei...
Maria Amor
13 de junho de 2014
É isto a felicidade, não é?
Sexta-feira 13.
O melhor dia da semana. O último. A correr tão bem. Com os olhos postos no fim-de-semana. No que ele promete. Amor, praia, descanso, calor.
Estes últimos dias têm sido de corrida mas não a correr. O foco no que está a acontecer é cada vez maior. A disponibilidade, a motivação, a vontade "de fazer bonito" são cada vez maiores. Os sorrisos são uma confirmação. As relações vão-se estreitando. É bom. Dá ânimo.
Eu, sigo com a missão de fazer um bom trabalho mas, além de tudo, com a missão de me manter fiel a mim mesma e às aprendizagens que vou fazendo.
Há valores que fazem cada vez mais sentido. Valores com os quais me identifico e pelos quais quero pautar a minha vida, a minha prática profissional: a verdade, a crença no que faço, o mostrar a minha voz e de fender uma posição.
Foi uma boa semana. O começo real do que há-de vir. É isto a felicidade, não é?
Maria Amor
O melhor dia da semana. O último. A correr tão bem. Com os olhos postos no fim-de-semana. No que ele promete. Amor, praia, descanso, calor.
Estes últimos dias têm sido de corrida mas não a correr. O foco no que está a acontecer é cada vez maior. A disponibilidade, a motivação, a vontade "de fazer bonito" são cada vez maiores. Os sorrisos são uma confirmação. As relações vão-se estreitando. É bom. Dá ânimo.
Eu, sigo com a missão de fazer um bom trabalho mas, além de tudo, com a missão de me manter fiel a mim mesma e às aprendizagens que vou fazendo.
Há valores que fazem cada vez mais sentido. Valores com os quais me identifico e pelos quais quero pautar a minha vida, a minha prática profissional: a verdade, a crença no que faço, o mostrar a minha voz e de fender uma posição.
Foi uma boa semana. O começo real do que há-de vir. É isto a felicidade, não é?
Maria Amor
11 de junho de 2014
O que me alegra?
Fim-de-semana tão bom. Alguns passos percorridos no caminho de aprender a não fazer nada. É loucura, eu sei. Normalmente é ao contrário, também sei. Passar dois dias sem ligar o computador porque tenho de terminar um trabalho urgente, porque tenho de enviar um e-mail que não pode esperar umas horas, porque tenho de acrescentar um vírgula aqui ou ali não é uma coisa fácil para mim. Não o é porque foi tempo de mais neste registo e, apesar de toda a fartura que pudesse ter, era um modo de estar (que acabava por fazer mais mal aos que me rodeavam do que propriamente a mim, que nunca dramatizei o facto de não ter um fim-de-semana só para descansar).
Mas tenho feito um grande esforço. Durante o dia, em que estou distraída, a coisa corre bem. Quando a noite começa a cair, confesso, sinto uma ansiedade crescente. "Não fiz nada o fim-de-semana inteiro, como é possível?", é este tipo de pensamentos que me assalta.
Mas aí entra ele, com toda a sua descontracção, e me relembra o significado do conceito "fim-de-semana".
Hoje foi um regresso ao trabalho com muita motivação. Por ser quarta-feira mas, também, por ter descansado. É esta a grande diferença que noto no início das semanas, venho renovada! No entanto, continuo a contrariar todas as regras de gestão do tempo que conheço (burra!) e ando aqui num pandemónio a tentar dar conta do recado. O que me alegra? É trabalho de escrita. E posso escrever (mais ou menos) à minha vontade. E foi num ápice enquanto a manhã passou. E daqui a pouco, é fim-de-semana outra vez.
Maria Amor
Mas tenho feito um grande esforço. Durante o dia, em que estou distraída, a coisa corre bem. Quando a noite começa a cair, confesso, sinto uma ansiedade crescente. "Não fiz nada o fim-de-semana inteiro, como é possível?", é este tipo de pensamentos que me assalta.
Mas aí entra ele, com toda a sua descontracção, e me relembra o significado do conceito "fim-de-semana".
Hoje foi um regresso ao trabalho com muita motivação. Por ser quarta-feira mas, também, por ter descansado. É esta a grande diferença que noto no início das semanas, venho renovada! No entanto, continuo a contrariar todas as regras de gestão do tempo que conheço (burra!) e ando aqui num pandemónio a tentar dar conta do recado. O que me alegra? É trabalho de escrita. E posso escrever (mais ou menos) à minha vontade. E foi num ápice enquanto a manhã passou. E daqui a pouco, é fim-de-semana outra vez.
Maria Amor
3 de junho de 2014
"Não me interessa se falam bem ou se falam mal, o importante é que falem"
Pior do que chegar atrasada a uma reunião de 200 pessoas é, a meio da mesma, ser convidada a levantar-me e ser apresentada àquele mar de gente. Tenho a ligeira sensação que passei por todas as cores do arco-íris, fiz um adeus tímido e voltei a tentar desaparecer. Já era tarde.
O burburinho instalou-se. E dura até agora. Não houve uma pessoa apenas que, desde aquele momento, olhe para mim como mais um colaborador dentro da empresa. Sinto-me um bicho meio estranho!
Mas, já estou como o outro "Não me interessa se falam bem ou se falam mal, o importante é que falem".
Brincadeiras fora, penso que pode ter ido muito importante para o desenvolvimento do trabalho que aí vem esta apresentação relâmpago. E agora, foco, a consulta seguinte espera-me.
Maria Amor
2 de junho de 2014
E é tão bom sentir que estou no caminho certo
É com um misto de estranheza e felicidade que escrevo duas vezes no mesmo dia. E depois de um dia cheio de tarefas. Por hoje já terminou tudo, agora sou só eu. E que bem que sabe, estar aqui por uns momentos sem pensar em mais nada. Perder-me no Pintrest, coisa que há tanto tempo não fazia, e focar-me em ideias novas, daquelas que nos enchem os dias. Ler uma série de blogs em atraso. Ler meia dúzia de páginas de um livro novo.
Se me pedissem neste exacto momento para definir felicidade eu facilmente diria que é "ter tempo para desfrutar do tempo". Já olhei para o relógio um sem número de vezes. Sim, isto é real. Tenho um bocadinho de tempo para mim. E o cão está passeado. E a casa está arrumada. E não há trabalho ao serão.
Quero fazer disto um hábito porque assim o dia de amanhã não custará a chegar, nem a passar.
Quero voltar a sentir que é fácil viver. E é tão bom sentir que estou no caminho certo.
Maria Amor
Se me pedissem neste exacto momento para definir felicidade eu facilmente diria que é "ter tempo para desfrutar do tempo". Já olhei para o relógio um sem número de vezes. Sim, isto é real. Tenho um bocadinho de tempo para mim. E o cão está passeado. E a casa está arrumada. E não há trabalho ao serão.
Quero fazer disto um hábito porque assim o dia de amanhã não custará a chegar, nem a passar.
Quero voltar a sentir que é fácil viver. E é tão bom sentir que estou no caminho certo.
Maria Amor
Foi a minha razão de peso nesta decisão
As duas últimas semanas foram semanas como não me recordo de ter, há muito. Foram semanas tão incrivelmente más que me fizeram tomar A decisão.
Saí de um dos sítios onde trabalhava. No que trabalhava há mais tempo. No que me gastava (e agastava) mais tempo. No que não via futuro. No que não via paixão, nem motivação, nem crença, nem qualquer razão para continuar. E, assim, depois de dois anos decidi. Saí.
Desde então tudo parece mais leve. O trabalho das 8 às 5 continua mas, depois dessa hora, tenho uma vida que, por sinal, até gosto.
Passaram ainda poucos dias da tomada de decisão mas, por incrível que pareça, sinto que ando a levitar. Como é possível que algo nos roube assim tanto de nós?
Foi a minha razão de peso nesta decisão, sem dúvida. Preciso de olhar para mim e saber quem sou. Preciso de olhar para o meu trabalho e vê-lo como uma extensão de mim mesma. Preciso que seja uma camisola que eu queira muito vestir. Preciso, acima de tudo, sabê-lo com muita qualidade. Com toda a que eu lhe conseguir imprimir. Preciso reconhecê-lo: franco, leal, honesto.
Onde estava, já não era assim. Qualquer coisa servia, o "em cima do joelho" era ponto de ordem, o "adiar" palavra do dia. Estava a perder-me. Era o sentimento. Mergulhada num mar de (mau) trabalho, sem alegria, sem querer regressar amanhã.
Sinto que às vezes há que encher os pulmões de ar, pensar por um instante se é este mesmo o caminho e, senão for, com muita coragem, saltar fora.
Agora posso expirar com calma. Descobrir o que está a acontecer, o que há-de vir. Com confiança. Com entrega. Com o entusiasmo que há muito se perdera.
Maria Amor
Saí de um dos sítios onde trabalhava. No que trabalhava há mais tempo. No que me gastava (e agastava) mais tempo. No que não via futuro. No que não via paixão, nem motivação, nem crença, nem qualquer razão para continuar. E, assim, depois de dois anos decidi. Saí.
Desde então tudo parece mais leve. O trabalho das 8 às 5 continua mas, depois dessa hora, tenho uma vida que, por sinal, até gosto.
Passaram ainda poucos dias da tomada de decisão mas, por incrível que pareça, sinto que ando a levitar. Como é possível que algo nos roube assim tanto de nós?
Foi a minha razão de peso nesta decisão, sem dúvida. Preciso de olhar para mim e saber quem sou. Preciso de olhar para o meu trabalho e vê-lo como uma extensão de mim mesma. Preciso que seja uma camisola que eu queira muito vestir. Preciso, acima de tudo, sabê-lo com muita qualidade. Com toda a que eu lhe conseguir imprimir. Preciso reconhecê-lo: franco, leal, honesto.
Onde estava, já não era assim. Qualquer coisa servia, o "em cima do joelho" era ponto de ordem, o "adiar" palavra do dia. Estava a perder-me. Era o sentimento. Mergulhada num mar de (mau) trabalho, sem alegria, sem querer regressar amanhã.
Sinto que às vezes há que encher os pulmões de ar, pensar por um instante se é este mesmo o caminho e, senão for, com muita coragem, saltar fora.
Agora posso expirar com calma. Descobrir o que está a acontecer, o que há-de vir. Com confiança. Com entrega. Com o entusiasmo que há muito se perdera.
Maria Amor
28 de abril de 2014
Não me tem feito sentido
Não me tem feito sentido escrever.
Venho, leio aqueles que sigo. Procuro sempre por mais um ou
dois. Mas não me fez sentido escrever. Porque não há muito a acrescentar.
Porque desta vez, até agora, não me pareceu necessário partilhar a angústia e a
desmotivação.
Por vezes, tenho a sensação que nunca serei feliz. Parece
que nunca encontrarei o trabalho que me faça querer voltar no dia seguinte e
faça vir ao de cima o melhor de mim. Começo sempre com entusiasmo para três
vidas. Mas, por esperar demasiado, por querer demasiado, talvez por acreditar
demasiado, acabo, invariavelmente, com um sentimento enorme de desilusão. Que,
invariavelmente também, nunca tarda muito em chegar.
O fim-de-semana terminou e não consigo não me deixar invadir
por estas energias negativas. Preciso de me sentir bem no que faço para ser
feliz e estou com tantas dificuldades em encontrar esse equilíbrio. Vive em mim
um sentimento de inutilidade, incompetência, de andar à deriva. Procuro, a todo
o custo, caminhos e respostas.
Maria Amor
17 de abril de 2014
É luxo
Sempre adorei trabalhar durante a noite, quando tudo acalmava, quando parecia não haver mais nada para viver nesse dia. Uma ideia tonta de que não estava a queimar horas do meu dia, nem a prescindir da companhia de ninguém para trabalhar.
Enquanto era estudante foi fácil manter esse ritmo, essa opção. O despertador nunca tocava cedo, as aulas não eram obrigatórias, a minha gestão sempre foi eficaz.
Quando a vida de trabalho começou, o caso mudou de figura. A noite tem de ser para dormir. O despertador começou a tocar a horas certas e o cansaço começou a deixar de dar tréguas. E dei por mim a lutar contra o sono sempre que tentava estender a noite de trabalho para além das duas, três da manhã.
Tive que me adaptar às mudanças. É sempre assim. Temos de correr para a frente, antes que fiquemos para trás.
Descobri que afinal sabe bem chegar a casa e não ter de pensar em trabalho até às quinhentas. Mas o dia tem de render, obrigatoriamente.
Descobri que sabe bem estar num café, com barulho à volta, com vida a acontecer, mas dentro da minha bolha: a trabalhar.
A tarde rendeu tanto, mas tanto. Fiz praticamente tudo o que precisava e regresso a casa com a sensação de dever cumprido e o computador desligado. Fim-de-semana à porta. Amor perto.
Sinto que isto sim, é aprender.
Sinto que isto sim, nem sempre é fácil.
Sinto que isto sim, é crescer.
Sinto que isto sim, é luxo.
Maria Amor
Enquanto era estudante foi fácil manter esse ritmo, essa opção. O despertador nunca tocava cedo, as aulas não eram obrigatórias, a minha gestão sempre foi eficaz.
Quando a vida de trabalho começou, o caso mudou de figura. A noite tem de ser para dormir. O despertador começou a tocar a horas certas e o cansaço começou a deixar de dar tréguas. E dei por mim a lutar contra o sono sempre que tentava estender a noite de trabalho para além das duas, três da manhã.
Tive que me adaptar às mudanças. É sempre assim. Temos de correr para a frente, antes que fiquemos para trás.
Descobri que afinal sabe bem chegar a casa e não ter de pensar em trabalho até às quinhentas. Mas o dia tem de render, obrigatoriamente.
Descobri que sabe bem estar num café, com barulho à volta, com vida a acontecer, mas dentro da minha bolha: a trabalhar.
A tarde rendeu tanto, mas tanto. Fiz praticamente tudo o que precisava e regresso a casa com a sensação de dever cumprido e o computador desligado. Fim-de-semana à porta. Amor perto.
Sinto que isto sim, é aprender.
Sinto que isto sim, nem sempre é fácil.
Sinto que isto sim, é crescer.
Sinto que isto sim, é luxo.
Maria Amor
9 de abril de 2014
Lugar maior
Três horas e pouco de sono. Três da madrugada e os olhos sem fechar. A ansiedade não deixou que fosse mais cedo. Acordar antes do despertador tocar. Seis e cinquenta e sete. A ansiedade não deixou que fosse mais tarde.
Primeiro dia de um novo ano. Um estado de nervos nunca antes visto. Uma vontade de dizer que sim a tudo, à vida.
Um dia longo, tão completo, a transbordar. Um dia em que percebi que apesar de ser uma sonhadora pessimista, a vida teima em "empurrar-me" para o optimismo. Encontros, muito mais que do que os desencontros. A importância dos sonhos. O sentido do "caminho se fazer caminhando". Há momentos em que tenho de reconhecer, sou uma sortuda (que tem feito, em boa medida, uma corrida pela sua própria sorte). Meio perdida, às vezes, mas sempre com a convicção de que "isto tudo" há-de ser por um lugar maior.
Um dia terei de ceder. Ao optimismo.
Maria Amor
7 de abril de 2014
Resoluções
Há quem faça resoluções de ano novo na passagem de 31 de Dezembro para 1 de Janeiro.
Eu faço-as a 7 de Abril. Porque sim! É agora que faz sentido. É agora que terá início um novo ciclo. É partir de agora que farei um esforço acrescido para mudar, de verdade. Deixar para trás uma quantidade de maus vícios e abraçar de peito aberto o que virá de bom.
Porque virá, com toda a certeza.
Maria Amor
Eu faço-as a 7 de Abril. Porque sim! É agora que faz sentido. É agora que terá início um novo ciclo. É partir de agora que farei um esforço acrescido para mudar, de verdade. Deixar para trás uma quantidade de maus vícios e abraçar de peito aberto o que virá de bom.
Porque virá, com toda a certeza.
Maria Amor
1 de abril de 2014
Tenho
Isto de tentar motivar os outros, levá-los a vestir a camisola, acreditar que o impossível está já ali, é uma coisa muito bonita de ser ver. De se ver e, sobretudo, de se fazer.
Já não tem assim tanta piada é quando nós mesmos não estamos motivados para nada, não queremos vestir camisola nenhuma (a não ser a de dormir) e tudo, tudo, tudo aquilo que mais desejamos está a anos luz de se tornar possível.
São listas de objectivos, workshops, gestão disto, daquilo e do outro, e a sensação com que me deito hoje é a de que, pura e simplesmente, não me sinto feliz.
Tenho medo do desafio profissional que aí vem, medo de não estar à altura mas, acima de tudo, medo de não me identificar.
Tenho a terrível sensação de que ando aqui a inventar e não produzo nada de efectivo.
Tenho alapado a mim o sentimento de não saber o que quero. Nem onde o procurar.
Tenho "Saudade" no meio do nome, no meio do dia, no meio do peito.
Maria Amor
Já não tem assim tanta piada é quando nós mesmos não estamos motivados para nada, não queremos vestir camisola nenhuma (a não ser a de dormir) e tudo, tudo, tudo aquilo que mais desejamos está a anos luz de se tornar possível.
São listas de objectivos, workshops, gestão disto, daquilo e do outro, e a sensação com que me deito hoje é a de que, pura e simplesmente, não me sinto feliz.
Tenho medo do desafio profissional que aí vem, medo de não estar à altura mas, acima de tudo, medo de não me identificar.
Tenho a terrível sensação de que ando aqui a inventar e não produzo nada de efectivo.
Tenho alapado a mim o sentimento de não saber o que quero. Nem onde o procurar.
Tenho "Saudade" no meio do nome, no meio do dia, no meio do peito.
Maria Amor
26 de fevereiro de 2014
Depois da tormenta
Depois de noites a fio em claro, de desânimo aos pontapés, viroses malditas metidas ao barulho, eis que surge uma noite tranquila, perfeita, preenchida de sono reparador. Mais de dez horas no paraíso. Saber que o dia pode começar, a sério, só depois de almoço, traz à minha vida a lufada de ar fresco que precisava.
Há já algum tempo que não sentia que o dia tivesse sido tão produtivo. Não fiz tudo, tudo aquilo que queria mas, ainda assim, fiz muito mais do que pensei que teria força de vontade para.
Começar o dia a rir (com os males alheios) é sempre uma boa receita. Aprender a dizer que sim a tanto trabalho sem entrar em pânico, também só pode trazer coisas boas.
Terminar com uma das melhores companhias, é a garantia de que amanhã valerá a pena.
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