Impressionante a facilidade com que uma pessoa vê o mundo cor-de-rosa se se propuser a tal. Tenho essa capacidade. A de mudar do negro escuro para o cor-de-rosa, o leve, o airoso. O amor por perto ajuda, sem dúvida, mas não é obrigatório. E nesses dias, apetece-me escrever coisas bonitas. Nos outros dias, os escuros, também tenho vontade de dizer qualquer coisa, mas algo me impede. Talvez seja a vergonha do meu fatalismo sem razão aparente. Guardo-o só para mim, espero que passe. E passa, sempre.
Penso em mim, muito. Faço constantes auto-análises. Sei que estou longe de ser perfeita. Mas há coisas que se vão tornando cada vez mais claras. Vejo nas pessoas, em geral, uma fonte de inspiração. Alimento-me delas, e das conversas. Vejo em cada sessão, em cada encontro um momento oportuno de crescimento. E desenho-me. E o traço é cada vez mais seguro. Estabeleço regras para mim. Tento transportar a correcção técnica que uso em consulta para o meu dia-a-dia. Não me sinto bem em conversas sem conteúdo, a falar deste ou daquele. E é uma coisa que começa a tornar-se visceral. Quando sem querer o faço e mais tarde me apercebo, chega quase a causar dor. Como se fosse contra os meus (novos) dogmas.
Se custa estar em constante alerta? Muito. Se numa fase inicial era atormentador? Nem se fala. Mas, com o passar do tempo, torna-se numa forma de estar, que considero melhor, sobretudo para mim.
Sinto-me menos "julgadora", menos crítica, mais aceitante e, acima de tudo, mais livre. Ao final do dia, nada paga a paz de espírito que ser assim me tem trazido. É um estar de bem com o mundo e com os outros que não conhecia. É, fundamentalmente, viver na verdade pura.
Maria Amor
Mostrando postagens com marcador acreditar. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador acreditar. Mostrar todas as postagens
5 de agosto de 2014
4 de agosto de 2014
Só isso, fará deste dia um dia bom
Mais uma semana a começar. A entrar obrigatoriamente com o pé direito.
Ao final do dia vou reencontrar o sorriso mais querido, aquele que me preenche. Só isso, fará deste dia um dia bom. Afinal de contas, tudo está bem quando acaba bem.
Até lá, muito trabalho pela frente. O verbo acreditar tem de ser conjugado em todas as seis pessoas, com figas à mistura e o grande desejo de cair em graça (porque, já dizia a minha avó, mais vale cair em graça do que ser engraçado).
Uma ideia a ganhar contornos regada a café, café e mais café. Costumava ser tão criativa. É preciso respirar fundo para que entre a pressão da uma data final e uma reunião importante o cérebro voe e faça magia.
Maria Amor
Ao final do dia vou reencontrar o sorriso mais querido, aquele que me preenche. Só isso, fará deste dia um dia bom. Afinal de contas, tudo está bem quando acaba bem.
Até lá, muito trabalho pela frente. O verbo acreditar tem de ser conjugado em todas as seis pessoas, com figas à mistura e o grande desejo de cair em graça (porque, já dizia a minha avó, mais vale cair em graça do que ser engraçado).
Uma ideia a ganhar contornos regada a café, café e mais café. Costumava ser tão criativa. É preciso respirar fundo para que entre a pressão da uma data final e uma reunião importante o cérebro voe e faça magia.
Maria Amor
28 de julho de 2014
Quero que os "ses" deixem de existir
Pergunto-me porque é que sou assaltada tantas vezes por estas ondas de parvoeira. Deixo de ter vontade de escrever, de ter vontade de sair, de ter vontade de falar. Depois, sem mais nem menos, tudo começa a entrar novamente nos eixos.
Paro e penso frequentemente sobre isto. Sobre mim. E chego invariavelmente à conclusão de que não faço nada de que realmente goste. Nada que me faça esquecer que o resto do mundo existe (namorar não conta, refiro-me a coisas exclusivamente minhas, como dançar, outrora). É uma coisa necessária, não é? Termos tempo para nos perdermos em nós, connosco.
Passo os dias a ouvir as pessoas. A ajudá-las a perceberem-se. E quando chega a hora de me ouvir a mim mesma, já não tenho paciência para ouvir coisa nenhuma. E isto frustra-me. Porque no dia seguinte passou mais um dia em que eu fiquei esquecida para mim mesma.
Quero que os "ses" deixem de existir. Quero concretizar.
Maria Amor
Paro e penso frequentemente sobre isto. Sobre mim. E chego invariavelmente à conclusão de que não faço nada de que realmente goste. Nada que me faça esquecer que o resto do mundo existe (namorar não conta, refiro-me a coisas exclusivamente minhas, como dançar, outrora). É uma coisa necessária, não é? Termos tempo para nos perdermos em nós, connosco.
Passo os dias a ouvir as pessoas. A ajudá-las a perceberem-se. E quando chega a hora de me ouvir a mim mesma, já não tenho paciência para ouvir coisa nenhuma. E isto frustra-me. Porque no dia seguinte passou mais um dia em que eu fiquei esquecida para mim mesma.
Quero que os "ses" deixem de existir. Quero concretizar.
Maria Amor
21 de julho de 2014
Resta-me estar feliz
Segunda-feira.
Depois de um fim-de-semana atípico, vivido entre saudades e trabalho inesperado é dia de renovar esperanças. Dia de renovar forças.
Uma segunda-feira diferente. Em vez de ser de adeus é de olá. É de sorrir e abraçar. E beijar. E mimar.
Perante isto, resta-me estar feliz. E passar o dia a desejar que sejam seis da tarde, mais ainda do que o normal.
Maria Amor
Depois de um fim-de-semana atípico, vivido entre saudades e trabalho inesperado é dia de renovar esperanças. Dia de renovar forças.
Uma segunda-feira diferente. Em vez de ser de adeus é de olá. É de sorrir e abraçar. E beijar. E mimar.
Perante isto, resta-me estar feliz. E passar o dia a desejar que sejam seis da tarde, mais ainda do que o normal.
Maria Amor
19 de junho de 2014
Tudo tão natural, tão lógico para mim, tão óbvio
Estar numa esplanada a uma quinta-feira à tarde é um luxo. Que vai acabar brevemente. O trabalho começa a aumentar a olhos vistos. O sorriso também.
Sinto-me no caminho certo. As relações fortalecem-se. O sentimento de pertença aumenta. A dedicação cresce. O alinhamento de ideias, o "vestir a camisola", o vibrar com os valores defendidos... Tudo tão natural, tão lógico para mim, tão óbvio. Sem custos, sem sacrifícios, com toda a convicção. E o desejo secreto de que daqui a um ano me renovem pelo bom trabalho.
Aquele receio de não estar suficientemente à altura (e que considero tão necessário que esteja presente para que nos tentemos sempre superar) também já se faz notar. É o peso da responsabilidade, chamo-lhe eu.
Mais uma semana, boa, a chegar ao final. E o fim-de-semana mais feliz a esperar por mim, por nós.
Maria Amor
13 de junho de 2014
É isto a felicidade, não é?
Sexta-feira 13.
O melhor dia da semana. O último. A correr tão bem. Com os olhos postos no fim-de-semana. No que ele promete. Amor, praia, descanso, calor.
Estes últimos dias têm sido de corrida mas não a correr. O foco no que está a acontecer é cada vez maior. A disponibilidade, a motivação, a vontade "de fazer bonito" são cada vez maiores. Os sorrisos são uma confirmação. As relações vão-se estreitando. É bom. Dá ânimo.
Eu, sigo com a missão de fazer um bom trabalho mas, além de tudo, com a missão de me manter fiel a mim mesma e às aprendizagens que vou fazendo.
Há valores que fazem cada vez mais sentido. Valores com os quais me identifico e pelos quais quero pautar a minha vida, a minha prática profissional: a verdade, a crença no que faço, o mostrar a minha voz e de fender uma posição.
Foi uma boa semana. O começo real do que há-de vir. É isto a felicidade, não é?
Maria Amor
O melhor dia da semana. O último. A correr tão bem. Com os olhos postos no fim-de-semana. No que ele promete. Amor, praia, descanso, calor.
Estes últimos dias têm sido de corrida mas não a correr. O foco no que está a acontecer é cada vez maior. A disponibilidade, a motivação, a vontade "de fazer bonito" são cada vez maiores. Os sorrisos são uma confirmação. As relações vão-se estreitando. É bom. Dá ânimo.
Eu, sigo com a missão de fazer um bom trabalho mas, além de tudo, com a missão de me manter fiel a mim mesma e às aprendizagens que vou fazendo.
Há valores que fazem cada vez mais sentido. Valores com os quais me identifico e pelos quais quero pautar a minha vida, a minha prática profissional: a verdade, a crença no que faço, o mostrar a minha voz e de fender uma posição.
Foi uma boa semana. O começo real do que há-de vir. É isto a felicidade, não é?
Maria Amor
11 de junho de 2014
O que me alegra?
Fim-de-semana tão bom. Alguns passos percorridos no caminho de aprender a não fazer nada. É loucura, eu sei. Normalmente é ao contrário, também sei. Passar dois dias sem ligar o computador porque tenho de terminar um trabalho urgente, porque tenho de enviar um e-mail que não pode esperar umas horas, porque tenho de acrescentar um vírgula aqui ou ali não é uma coisa fácil para mim. Não o é porque foi tempo de mais neste registo e, apesar de toda a fartura que pudesse ter, era um modo de estar (que acabava por fazer mais mal aos que me rodeavam do que propriamente a mim, que nunca dramatizei o facto de não ter um fim-de-semana só para descansar).
Mas tenho feito um grande esforço. Durante o dia, em que estou distraída, a coisa corre bem. Quando a noite começa a cair, confesso, sinto uma ansiedade crescente. "Não fiz nada o fim-de-semana inteiro, como é possível?", é este tipo de pensamentos que me assalta.
Mas aí entra ele, com toda a sua descontracção, e me relembra o significado do conceito "fim-de-semana".
Hoje foi um regresso ao trabalho com muita motivação. Por ser quarta-feira mas, também, por ter descansado. É esta a grande diferença que noto no início das semanas, venho renovada! No entanto, continuo a contrariar todas as regras de gestão do tempo que conheço (burra!) e ando aqui num pandemónio a tentar dar conta do recado. O que me alegra? É trabalho de escrita. E posso escrever (mais ou menos) à minha vontade. E foi num ápice enquanto a manhã passou. E daqui a pouco, é fim-de-semana outra vez.
Maria Amor
Mas tenho feito um grande esforço. Durante o dia, em que estou distraída, a coisa corre bem. Quando a noite começa a cair, confesso, sinto uma ansiedade crescente. "Não fiz nada o fim-de-semana inteiro, como é possível?", é este tipo de pensamentos que me assalta.
Mas aí entra ele, com toda a sua descontracção, e me relembra o significado do conceito "fim-de-semana".
Hoje foi um regresso ao trabalho com muita motivação. Por ser quarta-feira mas, também, por ter descansado. É esta a grande diferença que noto no início das semanas, venho renovada! No entanto, continuo a contrariar todas as regras de gestão do tempo que conheço (burra!) e ando aqui num pandemónio a tentar dar conta do recado. O que me alegra? É trabalho de escrita. E posso escrever (mais ou menos) à minha vontade. E foi num ápice enquanto a manhã passou. E daqui a pouco, é fim-de-semana outra vez.
Maria Amor
2 de junho de 2014
E é tão bom sentir que estou no caminho certo
É com um misto de estranheza e felicidade que escrevo duas vezes no mesmo dia. E depois de um dia cheio de tarefas. Por hoje já terminou tudo, agora sou só eu. E que bem que sabe, estar aqui por uns momentos sem pensar em mais nada. Perder-me no Pintrest, coisa que há tanto tempo não fazia, e focar-me em ideias novas, daquelas que nos enchem os dias. Ler uma série de blogs em atraso. Ler meia dúzia de páginas de um livro novo.
Se me pedissem neste exacto momento para definir felicidade eu facilmente diria que é "ter tempo para desfrutar do tempo". Já olhei para o relógio um sem número de vezes. Sim, isto é real. Tenho um bocadinho de tempo para mim. E o cão está passeado. E a casa está arrumada. E não há trabalho ao serão.
Quero fazer disto um hábito porque assim o dia de amanhã não custará a chegar, nem a passar.
Quero voltar a sentir que é fácil viver. E é tão bom sentir que estou no caminho certo.
Maria Amor
Se me pedissem neste exacto momento para definir felicidade eu facilmente diria que é "ter tempo para desfrutar do tempo". Já olhei para o relógio um sem número de vezes. Sim, isto é real. Tenho um bocadinho de tempo para mim. E o cão está passeado. E a casa está arrumada. E não há trabalho ao serão.
Quero fazer disto um hábito porque assim o dia de amanhã não custará a chegar, nem a passar.
Quero voltar a sentir que é fácil viver. E é tão bom sentir que estou no caminho certo.
Maria Amor
Foi a minha razão de peso nesta decisão
As duas últimas semanas foram semanas como não me recordo de ter, há muito. Foram semanas tão incrivelmente más que me fizeram tomar A decisão.
Saí de um dos sítios onde trabalhava. No que trabalhava há mais tempo. No que me gastava (e agastava) mais tempo. No que não via futuro. No que não via paixão, nem motivação, nem crença, nem qualquer razão para continuar. E, assim, depois de dois anos decidi. Saí.
Desde então tudo parece mais leve. O trabalho das 8 às 5 continua mas, depois dessa hora, tenho uma vida que, por sinal, até gosto.
Passaram ainda poucos dias da tomada de decisão mas, por incrível que pareça, sinto que ando a levitar. Como é possível que algo nos roube assim tanto de nós?
Foi a minha razão de peso nesta decisão, sem dúvida. Preciso de olhar para mim e saber quem sou. Preciso de olhar para o meu trabalho e vê-lo como uma extensão de mim mesma. Preciso que seja uma camisola que eu queira muito vestir. Preciso, acima de tudo, sabê-lo com muita qualidade. Com toda a que eu lhe conseguir imprimir. Preciso reconhecê-lo: franco, leal, honesto.
Onde estava, já não era assim. Qualquer coisa servia, o "em cima do joelho" era ponto de ordem, o "adiar" palavra do dia. Estava a perder-me. Era o sentimento. Mergulhada num mar de (mau) trabalho, sem alegria, sem querer regressar amanhã.
Sinto que às vezes há que encher os pulmões de ar, pensar por um instante se é este mesmo o caminho e, senão for, com muita coragem, saltar fora.
Agora posso expirar com calma. Descobrir o que está a acontecer, o que há-de vir. Com confiança. Com entrega. Com o entusiasmo que há muito se perdera.
Maria Amor
Saí de um dos sítios onde trabalhava. No que trabalhava há mais tempo. No que me gastava (e agastava) mais tempo. No que não via futuro. No que não via paixão, nem motivação, nem crença, nem qualquer razão para continuar. E, assim, depois de dois anos decidi. Saí.
Desde então tudo parece mais leve. O trabalho das 8 às 5 continua mas, depois dessa hora, tenho uma vida que, por sinal, até gosto.
Passaram ainda poucos dias da tomada de decisão mas, por incrível que pareça, sinto que ando a levitar. Como é possível que algo nos roube assim tanto de nós?
Foi a minha razão de peso nesta decisão, sem dúvida. Preciso de olhar para mim e saber quem sou. Preciso de olhar para o meu trabalho e vê-lo como uma extensão de mim mesma. Preciso que seja uma camisola que eu queira muito vestir. Preciso, acima de tudo, sabê-lo com muita qualidade. Com toda a que eu lhe conseguir imprimir. Preciso reconhecê-lo: franco, leal, honesto.
Onde estava, já não era assim. Qualquer coisa servia, o "em cima do joelho" era ponto de ordem, o "adiar" palavra do dia. Estava a perder-me. Era o sentimento. Mergulhada num mar de (mau) trabalho, sem alegria, sem querer regressar amanhã.
Sinto que às vezes há que encher os pulmões de ar, pensar por um instante se é este mesmo o caminho e, senão for, com muita coragem, saltar fora.
Agora posso expirar com calma. Descobrir o que está a acontecer, o que há-de vir. Com confiança. Com entrega. Com o entusiasmo que há muito se perdera.
Maria Amor
21 de maio de 2014
Nãos e pontos finais
Quando me sinto desconfortável com isto tudo a que chamo vida, e não são tão poucas vezes assim, dá-me para pensar. Sobre mim, sobre os outros, sobre as várias situações. Tenho chegado, consistentemente, a uma conclusão: quando uma coisa não me interessa e não se encaixa no percurso profissional que tenho tentado traçar, por melhor que ela pareça vista de fora, com os olhos dos outros, não vale a pena. Só vai servir para me roubar minutos de felicidade, para me deixar angustiada, para me cansar.
Depois de todos os esforços para gerir esta situação, sem pensar em abandonar o barco, neste momento é a única solução que vejo. Não há respeito, não há consideração e, infelizmente, os ganhos pessoais não são mesmos nenhuns.
Encontro-me no pleno exercício de aprender a dizer "não" e a colocar "pontos finais". Só traz coisas boas, mas é tão difícil.
Maria Amor
Depois de todos os esforços para gerir esta situação, sem pensar em abandonar o barco, neste momento é a única solução que vejo. Não há respeito, não há consideração e, infelizmente, os ganhos pessoais não são mesmos nenhuns.
Encontro-me no pleno exercício de aprender a dizer "não" e a colocar "pontos finais". Só traz coisas boas, mas é tão difícil.
Maria Amor
16 de maio de 2014
O depois, logo se vê
Foi uma semana intensa. A próxima subirá ainda um pouco mais o nível.
É bom ter trabalho. Com o aproximar do fim-de-semana é tendencial a vontade de não fazer nada. Mas as três tarefas em mãos, para segunda-feira, não vão dar tréguas.
Daqui a 4 horas estarei no paraíso e o tempo vai parar. Vou recuperar a metade do coração que me falta. O depois, logo se vê.
Maria Amor
É bom ter trabalho. Com o aproximar do fim-de-semana é tendencial a vontade de não fazer nada. Mas as três tarefas em mãos, para segunda-feira, não vão dar tréguas.
Daqui a 4 horas estarei no paraíso e o tempo vai parar. Vou recuperar a metade do coração que me falta. O depois, logo se vê.
Maria Amor
13 de maio de 2014
Não valeria a pena
Os dias são vividos a mais de mil e, pela primeira vez, não peço que tenham 48 horas.
Não valeria a pena. O corpo não aguenta.
A toda a velocidade, vou lendo na diagonal o que é vosso. Mas leio, leio sempre. É o meu escape. E é-me tão necessário. Porque não há alma que aguentar tanta reviravolta em tão pouco tempo.
É imperativo acreditar.
Maria Amor
6 de maio de 2014
Não é?
Não estou feliz. Neste momento não estou. Não me sinto
realizada nem a nível pessoal, nem profissional. Ui, a nível profissional.
Mas, tenho aprendido, às vezes temos a necessidade de
acreditar que até nem está tudo assim tão mal, ou que irá tudo ficar bem.
E vivemos assim, neste meio engano, que torna as ausências
suportáveis. Que nos faz continuar a percorrer o caminho que sabemos, só de
coração, ser o certo. E no meio disto tudo, tentamos continuar a ouvir-nos,
tentamos escutá-lo sempre, aos gritos
baixinho a pedir para chegarmos rápido. Nem sempre é tão rápido como
desejaríamos.
Certo que a felicidade se encontra no caminho e não só na
meta. Mas e ensinar-lhe? É ir vivendo. Mas a urgência em chegar é tanta.
Descobri numa conversa aleatória qual é o meu verdadeiro
problema. Não podemos mudar o mundo, palavras de um amigo. E, ao ver a coisa
tão clara assim, percebi. E mesmo desiludida, mesmo ciente dessa realidade,
houve uma parte de mim que não conseguiu acreditar. Haverá sempre pessoas que valem a pena. E tenho uma mão cheia delas perto de mim. E com
essas, junto dessas, sei que é possível muito mais que mudar o mundo. Isto é
uma prova irrefutável de ingenuidade e crença, não é?
Maria Amor
Lado a lado
Percebo a cada dia que é na nossa diferença que crescemos. Que é no chegarmos um ao outro que nos construímos. Talvez por paixão. Que só assim a diferença e a nossa individualidade ganham lugar, no outro. Talvez por isso o amor seja, afinal de contas, uma construção. E talvez seja por paixão que a ponte construída se mantém.
Não sei. Sei que me encontro na nossa diferença. Sei que é nela que descubro onde sou forte. Sei que é nela que não tenho medo de não ser assim tão forte. Sei que estás sempre do outro lado, e do meu lado. Sei que estás sempre ao meu lado. Lado a lado.
Tenho uma imensa sorte.
Maria Amor
5 de maio de 2014
As pessoas
Poderia
escrever sobre o sol. Sobre o mar. Sobre o vento levezinho que tornava tudo
mais agradável. Mas não. As pessoas, muito mais do que outra coisa qualquer,
são o que nos faz. E se às vezes sabem bem palavras, muitas palavras, noutras
vezes basta a presença. E o sol brilhou mais porque nos reflectiu.
Maria Amor
14 de abril de 2014
Sinto-me meio atordoada
Há momentos da vida em que não temos tempo de pensar, de respirar, de parar um minuto e "re"focar. Há alturas da vida em que tem de ser bola para a frente, sem parar, sem perder tempo. E, depois, uma semana ou duas depois, abrandar. Fazer um balanço, ver os arranhões, as amolgadelas, perceber se dá para continuar mais um pouco assim ou se tem de ser para já a reestruturação.
Foi uma semana a 17, 18 horas por dia. Poucas horas de sono, zero de lazer. Foi o início de algo que se espera muito bom, com muito frutos.
Sinto-me meio atordoada. Parece que levei um grande abanão (dos bons) e me estou a tentar recompor, entrar nos eixos. É muita, muita coisa ao mesmo tempo. O cansaço, ao final do dia é, invariavelmente, gigante e as coisas que me dão realmente gozo têm ficado para segundo plano.
Não quis acreditar quando ele, este fim-de-semana, me confrontou com o meu sono permanente e a falta de vontade de fazer amor. Confesso, passei-me! Fiquei magoada por ele sequer equacionar que o desejo menos. Fiquei magoada pela falta de compreensão. Dormi menos de quatro horas em cada noite da semana passada. Estava literalmente de rastos e desengane-se quem pensa que esta "queixa" tem fundamento. Dei o corpinho ao manifesto (salvo seja) como se tivesse passado uma semana santa de oito horas de sono por dia. Enfim, um mal agradecido que tem aqui uma namorada como há poucas e ainda vem com tretas. Eu no fim-de-semana já lhe digo.
Brincadeiras à parte, é tão difícil gerir o tempo e a energia que gastamos com o trabalho. Quando chego aos braços dele, por mais desejo que haja, a minha vontade é adormecer no meu porto seguro, deixar-me ficar, apenas.
Maria Amor
Foi uma semana a 17, 18 horas por dia. Poucas horas de sono, zero de lazer. Foi o início de algo que se espera muito bom, com muito frutos.
Sinto-me meio atordoada. Parece que levei um grande abanão (dos bons) e me estou a tentar recompor, entrar nos eixos. É muita, muita coisa ao mesmo tempo. O cansaço, ao final do dia é, invariavelmente, gigante e as coisas que me dão realmente gozo têm ficado para segundo plano.
Não quis acreditar quando ele, este fim-de-semana, me confrontou com o meu sono permanente e a falta de vontade de fazer amor. Confesso, passei-me! Fiquei magoada por ele sequer equacionar que o desejo menos. Fiquei magoada pela falta de compreensão. Dormi menos de quatro horas em cada noite da semana passada. Estava literalmente de rastos e desengane-se quem pensa que esta "queixa" tem fundamento. Dei o corpinho ao manifesto (salvo seja) como se tivesse passado uma semana santa de oito horas de sono por dia. Enfim, um mal agradecido que tem aqui uma namorada como há poucas e ainda vem com tretas. Eu no fim-de-semana já lhe digo.
Brincadeiras à parte, é tão difícil gerir o tempo e a energia que gastamos com o trabalho. Quando chego aos braços dele, por mais desejo que haja, a minha vontade é adormecer no meu porto seguro, deixar-me ficar, apenas.
Maria Amor
9 de abril de 2014
Lugar maior
Três horas e pouco de sono. Três da madrugada e os olhos sem fechar. A ansiedade não deixou que fosse mais cedo. Acordar antes do despertador tocar. Seis e cinquenta e sete. A ansiedade não deixou que fosse mais tarde.
Primeiro dia de um novo ano. Um estado de nervos nunca antes visto. Uma vontade de dizer que sim a tudo, à vida.
Um dia longo, tão completo, a transbordar. Um dia em que percebi que apesar de ser uma sonhadora pessimista, a vida teima em "empurrar-me" para o optimismo. Encontros, muito mais que do que os desencontros. A importância dos sonhos. O sentido do "caminho se fazer caminhando". Há momentos em que tenho de reconhecer, sou uma sortuda (que tem feito, em boa medida, uma corrida pela sua própria sorte). Meio perdida, às vezes, mas sempre com a convicção de que "isto tudo" há-de ser por um lugar maior.
Um dia terei de ceder. Ao optimismo.
Maria Amor
7 de abril de 2014
Resoluções
Há quem faça resoluções de ano novo na passagem de 31 de Dezembro para 1 de Janeiro.
Eu faço-as a 7 de Abril. Porque sim! É agora que faz sentido. É agora que terá início um novo ciclo. É partir de agora que farei um esforço acrescido para mudar, de verdade. Deixar para trás uma quantidade de maus vícios e abraçar de peito aberto o que virá de bom.
Porque virá, com toda a certeza.
Maria Amor
Eu faço-as a 7 de Abril. Porque sim! É agora que faz sentido. É agora que terá início um novo ciclo. É partir de agora que farei um esforço acrescido para mudar, de verdade. Deixar para trás uma quantidade de maus vícios e abraçar de peito aberto o que virá de bom.
Porque virá, com toda a certeza.
Maria Amor
30 de março de 2014
Senão o peito de uma pessoa não aguenta
Uma sopa a meio da tarde para acalmar os ânimos provocados por um trabalho atrasado. Trabalho terminado.
Música daquela mesmo antiga, da adolescência enquanto espero pelo melhor abraço do mundo, só mais um bocadinho.
Inspirar e ganhar forças para a loucura que aí vem, dentro de uma ou duas semanas. Entretanto, despedir-me e resignar-me a mais cinco dias de distância.
Cada dia é diferente e isso é tão bom. É ao que me agarro.
As rotinas precisam-se, e criar-se-ão, quando for imprescindível. Por agora, acredito que me vou deixando viver, ao ritmo que vai sendo imposto.
Isto tem de ser com calma, senão o peito de uma pessoa não aguenta.
Maria Amor
Música daquela mesmo antiga, da adolescência enquanto espero pelo melhor abraço do mundo, só mais um bocadinho.
Inspirar e ganhar forças para a loucura que aí vem, dentro de uma ou duas semanas. Entretanto, despedir-me e resignar-me a mais cinco dias de distância.
Cada dia é diferente e isso é tão bom. É ao que me agarro.
As rotinas precisam-se, e criar-se-ão, quando for imprescindível. Por agora, acredito que me vou deixando viver, ao ritmo que vai sendo imposto.
Isto tem de ser com calma, senão o peito de uma pessoa não aguenta.
Maria Amor
28 de março de 2014
Sorri genuinamente
Queria ser capaz de escrever mas as pestanas pesam toneladas. Estou a adormecer com o computador ao colo, cenário que se vem tornando um hábito nos últimos tempos.
Mas tinha que registar isto.
Tinha que dizer que quando saí do trabalho, tinha o carro quase a um quilómetro e estava a chover.
Tinha que escrever que vi o sol de frente e procurei instintivamente um arco-íris. Não encontrei.
Segui viagem e, de repente, lá estava ele!
Empoleirei-me para perceber onde era o fim. Apreciei. E, pensei, "Quando há dois é que é!".
Há pessoas assim, sempre meio insatisfeitas, como eu.
Já a chegar casa, olhei aleatoriamente para o céu. O segundo arco-íris, tímido, espreitava.
Sorri genuinamente.
Satisfeita.
Maria Amor
Mas tinha que registar isto.
Tinha que dizer que quando saí do trabalho, tinha o carro quase a um quilómetro e estava a chover.
Tinha que escrever que vi o sol de frente e procurei instintivamente um arco-íris. Não encontrei.
Segui viagem e, de repente, lá estava ele!
Empoleirei-me para perceber onde era o fim. Apreciei. E, pensei, "Quando há dois é que é!".
Há pessoas assim, sempre meio insatisfeitas, como eu.
Já a chegar casa, olhei aleatoriamente para o céu. O segundo arco-íris, tímido, espreitava.
Sorri genuinamente.
Satisfeita.
Maria Amor
Assinar:
Postagens (Atom)