Não sou uma pessoa de medos. Tenho apenas um: perder alguém que amo. Por mim mas, acima de tudo, pela pessoa. Não sei lidar com essa possibilidade. Não sei nem sei se saberei algum dia conviver com essa injustiça. A finitude humana é angustiante. Se por um lado pode ser vista como um motor da existência, por outro, é paralisante e castradora.
Detenho-me demasiadas vezes nestas ideias. Talvez mais do que deveria, mas nunca teremos o tempo necessário para amar o suficiente, não será?
Maria Amor
5 de agosto de 2014
Viver na verdade pura
Impressionante a facilidade com que uma pessoa vê o mundo cor-de-rosa se se propuser a tal. Tenho essa capacidade. A de mudar do negro escuro para o cor-de-rosa, o leve, o airoso. O amor por perto ajuda, sem dúvida, mas não é obrigatório. E nesses dias, apetece-me escrever coisas bonitas. Nos outros dias, os escuros, também tenho vontade de dizer qualquer coisa, mas algo me impede. Talvez seja a vergonha do meu fatalismo sem razão aparente. Guardo-o só para mim, espero que passe. E passa, sempre.
Penso em mim, muito. Faço constantes auto-análises. Sei que estou longe de ser perfeita. Mas há coisas que se vão tornando cada vez mais claras. Vejo nas pessoas, em geral, uma fonte de inspiração. Alimento-me delas, e das conversas. Vejo em cada sessão, em cada encontro um momento oportuno de crescimento. E desenho-me. E o traço é cada vez mais seguro. Estabeleço regras para mim. Tento transportar a correcção técnica que uso em consulta para o meu dia-a-dia. Não me sinto bem em conversas sem conteúdo, a falar deste ou daquele. E é uma coisa que começa a tornar-se visceral. Quando sem querer o faço e mais tarde me apercebo, chega quase a causar dor. Como se fosse contra os meus (novos) dogmas.
Se custa estar em constante alerta? Muito. Se numa fase inicial era atormentador? Nem se fala. Mas, com o passar do tempo, torna-se numa forma de estar, que considero melhor, sobretudo para mim.
Sinto-me menos "julgadora", menos crítica, mais aceitante e, acima de tudo, mais livre. Ao final do dia, nada paga a paz de espírito que ser assim me tem trazido. É um estar de bem com o mundo e com os outros que não conhecia. É, fundamentalmente, viver na verdade pura.
Maria Amor
Penso em mim, muito. Faço constantes auto-análises. Sei que estou longe de ser perfeita. Mas há coisas que se vão tornando cada vez mais claras. Vejo nas pessoas, em geral, uma fonte de inspiração. Alimento-me delas, e das conversas. Vejo em cada sessão, em cada encontro um momento oportuno de crescimento. E desenho-me. E o traço é cada vez mais seguro. Estabeleço regras para mim. Tento transportar a correcção técnica que uso em consulta para o meu dia-a-dia. Não me sinto bem em conversas sem conteúdo, a falar deste ou daquele. E é uma coisa que começa a tornar-se visceral. Quando sem querer o faço e mais tarde me apercebo, chega quase a causar dor. Como se fosse contra os meus (novos) dogmas.
Se custa estar em constante alerta? Muito. Se numa fase inicial era atormentador? Nem se fala. Mas, com o passar do tempo, torna-se numa forma de estar, que considero melhor, sobretudo para mim.
Sinto-me menos "julgadora", menos crítica, mais aceitante e, acima de tudo, mais livre. Ao final do dia, nada paga a paz de espírito que ser assim me tem trazido. É um estar de bem com o mundo e com os outros que não conhecia. É, fundamentalmente, viver na verdade pura.
Maria Amor
4 de agosto de 2014
Vai ser
Trocas e baldroca, planos adiados. Confesso que, secretamente, era o que mais desejava. Ainda não tive "a ideia". Sei que vou tê-la, quando algo dentro de mim me disser que "é desta que já não vai haver mais adiamentos". No entretanto, vou despachando outras coisas. As horas passam a correr e daqui a pouco chega o meu céu.
Vai ser amor (aos montes), brincadeiras (tontas), conchinha (para adormecer), divagações (pela noite fora), eu (com ele), fofices (muito boas), gordices (entre nós), histórias (de princesas e príncipes), invenções (daquelas que doem!), J. (tu, tu, tu!), lamechices (que o enjoam), miminho (que o derrete), nós (sempre), oó (descansado), paz (com ele), queridicies (a toda a hora), risos (nossos), sorrisos (cúmplices), tontices (que só ele entende), utopias (a nossa vida) , verdades (constantes), X (proibições), zangas (tontas).
Maria Amor
Só isso, fará deste dia um dia bom
Mais uma semana a começar. A entrar obrigatoriamente com o pé direito.
Ao final do dia vou reencontrar o sorriso mais querido, aquele que me preenche. Só isso, fará deste dia um dia bom. Afinal de contas, tudo está bem quando acaba bem.
Até lá, muito trabalho pela frente. O verbo acreditar tem de ser conjugado em todas as seis pessoas, com figas à mistura e o grande desejo de cair em graça (porque, já dizia a minha avó, mais vale cair em graça do que ser engraçado).
Uma ideia a ganhar contornos regada a café, café e mais café. Costumava ser tão criativa. É preciso respirar fundo para que entre a pressão da uma data final e uma reunião importante o cérebro voe e faça magia.
Maria Amor
Ao final do dia vou reencontrar o sorriso mais querido, aquele que me preenche. Só isso, fará deste dia um dia bom. Afinal de contas, tudo está bem quando acaba bem.
Até lá, muito trabalho pela frente. O verbo acreditar tem de ser conjugado em todas as seis pessoas, com figas à mistura e o grande desejo de cair em graça (porque, já dizia a minha avó, mais vale cair em graça do que ser engraçado).
Uma ideia a ganhar contornos regada a café, café e mais café. Costumava ser tão criativa. É preciso respirar fundo para que entre a pressão da uma data final e uma reunião importante o cérebro voe e faça magia.
Maria Amor
3 de agosto de 2014
Agora é hora de desligar
Sensação parcial de dever cumprido. Mas vontade de fazer mais. Muito mais e melhor. Mobilizar tudo e todos para esta missão que é a de tornar esta casa num lar. Tenho tudo na minha cabeça. Mil ideias. A lentidão a que o orçamento obriga é que me aflige. Se fosse possível, era tudo para ontem. Como não é, agarro-me à crença de que no final saberá melhor ainda.
Agora é hora de desligar. É hora de sonhar (a dormir). Amanhã será um dia bom. Porque matar-se-ão saudades depois de um dia de trabalho, onde se espera magia.
Maria Amor
1 de agosto de 2014
"parece que foi ontem"
As semanas voam. Apercebo-me disso quando uma cara que não vejo há 7 dias aparece novamente e a verdadeira sensação do "parece que foi ontem" se instala.
Não vai ser um fim-de-semana fácil. Espero, do fundo do coração, que seja de mudança. Para melhor.
Espero que os frutos comecem a aparecer.
Maria Amor
Não vai ser um fim-de-semana fácil. Espero, do fundo do coração, que seja de mudança. Para melhor.
Espero que os frutos comecem a aparecer.
Maria Amor
28 de julho de 2014
Quero que os "ses" deixem de existir
Pergunto-me porque é que sou assaltada tantas vezes por estas ondas de parvoeira. Deixo de ter vontade de escrever, de ter vontade de sair, de ter vontade de falar. Depois, sem mais nem menos, tudo começa a entrar novamente nos eixos.
Paro e penso frequentemente sobre isto. Sobre mim. E chego invariavelmente à conclusão de que não faço nada de que realmente goste. Nada que me faça esquecer que o resto do mundo existe (namorar não conta, refiro-me a coisas exclusivamente minhas, como dançar, outrora). É uma coisa necessária, não é? Termos tempo para nos perdermos em nós, connosco.
Passo os dias a ouvir as pessoas. A ajudá-las a perceberem-se. E quando chega a hora de me ouvir a mim mesma, já não tenho paciência para ouvir coisa nenhuma. E isto frustra-me. Porque no dia seguinte passou mais um dia em que eu fiquei esquecida para mim mesma.
Quero que os "ses" deixem de existir. Quero concretizar.
Maria Amor
Paro e penso frequentemente sobre isto. Sobre mim. E chego invariavelmente à conclusão de que não faço nada de que realmente goste. Nada que me faça esquecer que o resto do mundo existe (namorar não conta, refiro-me a coisas exclusivamente minhas, como dançar, outrora). É uma coisa necessária, não é? Termos tempo para nos perdermos em nós, connosco.
Passo os dias a ouvir as pessoas. A ajudá-las a perceberem-se. E quando chega a hora de me ouvir a mim mesma, já não tenho paciência para ouvir coisa nenhuma. E isto frustra-me. Porque no dia seguinte passou mais um dia em que eu fiquei esquecida para mim mesma.
Quero que os "ses" deixem de existir. Quero concretizar.
Maria Amor
21 de julho de 2014
Resta-me estar feliz
Segunda-feira.
Depois de um fim-de-semana atípico, vivido entre saudades e trabalho inesperado é dia de renovar esperanças. Dia de renovar forças.
Uma segunda-feira diferente. Em vez de ser de adeus é de olá. É de sorrir e abraçar. E beijar. E mimar.
Perante isto, resta-me estar feliz. E passar o dia a desejar que sejam seis da tarde, mais ainda do que o normal.
Maria Amor
Depois de um fim-de-semana atípico, vivido entre saudades e trabalho inesperado é dia de renovar esperanças. Dia de renovar forças.
Uma segunda-feira diferente. Em vez de ser de adeus é de olá. É de sorrir e abraçar. E beijar. E mimar.
Perante isto, resta-me estar feliz. E passar o dia a desejar que sejam seis da tarde, mais ainda do que o normal.
Maria Amor
16 de julho de 2014
Consome-me
Passou quase um mês desde a última vez que escrevi. Não por falta de vontade. Nem tão pouco por falta de tempo. É qualquer coisa cá dentro. Não é desmotivação. Não há razão para isso. Venho, todos os dias, leio os blogs que sigo com a mesma regularidade de sempre. Volta e meia início um novo post mas, invariavelmente, acabo por desistir depois das primeiras palavras. Porquê? Não sei. Tento perceber, actuo como psicóloga de mim mesma. Tento perceber o porquê deste estado. E não consigo chegar lá.
Sinto-me feliz no trabalho. Sinto-me feliz no amor. Sinto-me feliz na amizade. Sinto-me feliz. Acho eu. Mas, mesmo assim, falta qualquer coisa.
E isto é horrível.
A brincadeira de dizer que sou uma eterna insatisfeita começa a deixar de ter graça. Consome demasiada energia. Consome-me. Mas é um sentimento incontrolável e, aos meus olhos, incontornável. É uma vontade de não fazer nada que não consigo explicar. Ficar parada a um canto... E sei que as horas poderiam passar por mim que eu não notaria sequer. Sinto um sono avassalador. Uma ausência de energia. Mas não é físico.
Não sei...
Maria Amor
Sinto-me feliz no trabalho. Sinto-me feliz no amor. Sinto-me feliz na amizade. Sinto-me feliz. Acho eu. Mas, mesmo assim, falta qualquer coisa.
E isto é horrível.
A brincadeira de dizer que sou uma eterna insatisfeita começa a deixar de ter graça. Consome demasiada energia. Consome-me. Mas é um sentimento incontrolável e, aos meus olhos, incontornável. É uma vontade de não fazer nada que não consigo explicar. Ficar parada a um canto... E sei que as horas poderiam passar por mim que eu não notaria sequer. Sinto um sono avassalador. Uma ausência de energia. Mas não é físico.
Não sei...
Maria Amor
23 de junho de 2014
Temos que nos contentar com segundas opções
A segunda-feira nunca é fácil. Há quase um ano que começa com um Adeus. E os "Adeuses" doem. Doem no passar das horas. Doem quando se chega a casa e aquele sorriso que nos preenche não está. Doem na altura de nos aninharmos para dormir. Doem quando pensamos no começo de um novo dia.
Mas a vida, neste momento, é assim. Não pode mesmo ser de outra forma. E cabe-me aceitar. Contrariar a tristeza. "Forçar-me a ter forças" e vontade de brilhar. Obrigar-me a ver coisas boas e positivas (que as há) quando só me apetece entrar em negação total.
Só faltam duas horas para terminar o dia de trabalho. Há dias em que temos que nos contentar com segundas opções e, hoje, o aconchego da minha casa, mesmo vazia, é uma boa segunda opção.
Maria Amor
19 de junho de 2014
Tudo tão natural, tão lógico para mim, tão óbvio
Estar numa esplanada a uma quinta-feira à tarde é um luxo. Que vai acabar brevemente. O trabalho começa a aumentar a olhos vistos. O sorriso também.
Sinto-me no caminho certo. As relações fortalecem-se. O sentimento de pertença aumenta. A dedicação cresce. O alinhamento de ideias, o "vestir a camisola", o vibrar com os valores defendidos... Tudo tão natural, tão lógico para mim, tão óbvio. Sem custos, sem sacrifícios, com toda a convicção. E o desejo secreto de que daqui a um ano me renovem pelo bom trabalho.
Aquele receio de não estar suficientemente à altura (e que considero tão necessário que esteja presente para que nos tentemos sempre superar) também já se faz notar. É o peso da responsabilidade, chamo-lhe eu.
Mais uma semana, boa, a chegar ao final. E o fim-de-semana mais feliz a esperar por mim, por nós.
Maria Amor
18 de junho de 2014
Magoa o coração
Não consigo conceber que uma pessoa viva em sofrimento por causa do trabalho. Aliás, sei bem o que isso é. O que na realidade não consigo aceitar é que uma pessoa sofra e não faça nada para que isso mude, seja trabalho ou outra coisa qualquer.
O trabalho acaba por saltar à vista porque é algo com que temos de lidar todos os dias, oito horas por dia, no mínimo. Obviamente, ao fim de um tempo, o sofrimento pelo qual estamos a passar torna-se totalmente insustentável e uma pessoa "passa-se de vez".
Já estive assim. E, de facto, só fui capaz de agir quando cheguei a um limite, a um extremo. Quando me apercebi que a minha vida estava a ficar dominada por todo aquele azedume e desespero. Quando o choro era constante. Quando nada do que me dissessem ou acontecesse de bom no meu dia-a-dia me fazia sorrir.
Mas, com o meu sofrimento posso eu bem. A maior dor é ver a pessoa que mais adoro a passar por isto, e não conseguir fazer absolutamente nada. É uma impotência que magoa o coração.
Maria Amor
17 de junho de 2014
Aliás...
Que dia "chocho". Não gosto desta palavra. Tal como não estou a gostar do dia.
As horas estão a demorar a passar. Não vou poder ir directa para casa. Ainda só é terça-feira. Estou com um humor de cão.
Apesar de não me poder queixar grandemente da minha vida, estar longe de quem amamos custa. E há dias em que custa mais do que outros. Dias como o de hoje. Dias em que ambos estamos de mal com isto tudo. E depois, não há meio de haver aquele olhar reconciliador. Não há a possibilidade de abraço que serenaria as almas mais inquietas. São estes momentos que realmente me revoltam. Quando estamos juntos não há mal que não passe rápido. Quando estamos longe, qualquer grão de areia parece um pedregulho dentro do sapato.
Discute-se o futuro. Ou a falta de perspectiva de futuro. Dói na alma ter de sonhar pouco. Dói na alma não poder ser eu... nesta parte dos sonhos. Porque sempre sonhei muito e muito alto. Dou por mim a puxar-me para a realidade, continuamente, e é uma treta. Mas não há forma. A distância que é muita, o dinheiro que é pouco, o emprego, que vai sendo. Como dar a volta a estas questões de base? Como sonhar para além de tudo isto? Aliás, como fazê-lo sonhar apesar de tudo isto? Um realista incurável. Optimista, mas duramente realista.
Maria Amor
As horas estão a demorar a passar. Não vou poder ir directa para casa. Ainda só é terça-feira. Estou com um humor de cão.
Apesar de não me poder queixar grandemente da minha vida, estar longe de quem amamos custa. E há dias em que custa mais do que outros. Dias como o de hoje. Dias em que ambos estamos de mal com isto tudo. E depois, não há meio de haver aquele olhar reconciliador. Não há a possibilidade de abraço que serenaria as almas mais inquietas. São estes momentos que realmente me revoltam. Quando estamos juntos não há mal que não passe rápido. Quando estamos longe, qualquer grão de areia parece um pedregulho dentro do sapato.
Discute-se o futuro. Ou a falta de perspectiva de futuro. Dói na alma ter de sonhar pouco. Dói na alma não poder ser eu... nesta parte dos sonhos. Porque sempre sonhei muito e muito alto. Dou por mim a puxar-me para a realidade, continuamente, e é uma treta. Mas não há forma. A distância que é muita, o dinheiro que é pouco, o emprego, que vai sendo. Como dar a volta a estas questões de base? Como sonhar para além de tudo isto? Aliás, como fazê-lo sonhar apesar de tudo isto? Um realista incurável. Optimista, mas duramente realista.
Maria Amor
É uma mistura de saudades
Tento viver devagar. Tento ir com calma. Mas há aquele momento em que tudo parece virar-se de pernas para o ar. Há luzes amarelas e encarnadas a piscar. Há sirenes a tocar. Como se gritassem "Despacha-te! A vida são três dias.".
Nesses momentos, que não são muitos mas de vez em quando dá-me para aí, é como se me faltasse o ar, o tempo, os dias. É como se a vida tivesse que ser vivida em cinco minutos. E sinto que ninguém (ele) me percebe. Porque ele sabe viver um dia de cada vez.
Mas eu, eu queria todas as juras, todas as promessas, eu queria tudo a acontecer no dia seguinte.
É uma mistura de saudades pelo que já vivi, pelo que hei-de viver. É uma saudade constante, porque ele está longe. E sinto a vida a gastar-se.
Maria Amor
Nesses momentos, que não são muitos mas de vez em quando dá-me para aí, é como se me faltasse o ar, o tempo, os dias. É como se a vida tivesse que ser vivida em cinco minutos. E sinto que ninguém (ele) me percebe. Porque ele sabe viver um dia de cada vez.
Mas eu, eu queria todas as juras, todas as promessas, eu queria tudo a acontecer no dia seguinte.
É uma mistura de saudades pelo que já vivi, pelo que hei-de viver. É uma saudade constante, porque ele está longe. E sinto a vida a gastar-se.
Maria Amor
16 de junho de 2014
Numa realidade paralela
Depois de uma boa semana tudo se completou num excelente fim-de-semana.
A melhor praia, o melhor sol, o maior amor. Acordar mergulhada na natureza, aninhada num abraço infinito, ouvir o som do mar. Tudo com uma calma estonteante. Numa realidade paralela.
Chegar a casa à meia-noite e arrumar tudo para a semana que entra, em cinco minutos. E correr rápido para os braços dele, porque agora só daqui a cinco dias voltamos a sorrir com a mesma intensidade.
Maria Amor
A melhor praia, o melhor sol, o maior amor. Acordar mergulhada na natureza, aninhada num abraço infinito, ouvir o som do mar. Tudo com uma calma estonteante. Numa realidade paralela.
Chegar a casa à meia-noite e arrumar tudo para a semana que entra, em cinco minutos. E correr rápido para os braços dele, porque agora só daqui a cinco dias voltamos a sorrir com a mesma intensidade.
Maria Amor
13 de junho de 2014
É isto a felicidade, não é?
Sexta-feira 13.
O melhor dia da semana. O último. A correr tão bem. Com os olhos postos no fim-de-semana. No que ele promete. Amor, praia, descanso, calor.
Estes últimos dias têm sido de corrida mas não a correr. O foco no que está a acontecer é cada vez maior. A disponibilidade, a motivação, a vontade "de fazer bonito" são cada vez maiores. Os sorrisos são uma confirmação. As relações vão-se estreitando. É bom. Dá ânimo.
Eu, sigo com a missão de fazer um bom trabalho mas, além de tudo, com a missão de me manter fiel a mim mesma e às aprendizagens que vou fazendo.
Há valores que fazem cada vez mais sentido. Valores com os quais me identifico e pelos quais quero pautar a minha vida, a minha prática profissional: a verdade, a crença no que faço, o mostrar a minha voz e de fender uma posição.
Foi uma boa semana. O começo real do que há-de vir. É isto a felicidade, não é?
Maria Amor
O melhor dia da semana. O último. A correr tão bem. Com os olhos postos no fim-de-semana. No que ele promete. Amor, praia, descanso, calor.
Estes últimos dias têm sido de corrida mas não a correr. O foco no que está a acontecer é cada vez maior. A disponibilidade, a motivação, a vontade "de fazer bonito" são cada vez maiores. Os sorrisos são uma confirmação. As relações vão-se estreitando. É bom. Dá ânimo.
Eu, sigo com a missão de fazer um bom trabalho mas, além de tudo, com a missão de me manter fiel a mim mesma e às aprendizagens que vou fazendo.
Há valores que fazem cada vez mais sentido. Valores com os quais me identifico e pelos quais quero pautar a minha vida, a minha prática profissional: a verdade, a crença no que faço, o mostrar a minha voz e de fender uma posição.
Foi uma boa semana. O começo real do que há-de vir. É isto a felicidade, não é?
Maria Amor
11 de junho de 2014
O que me alegra?
Fim-de-semana tão bom. Alguns passos percorridos no caminho de aprender a não fazer nada. É loucura, eu sei. Normalmente é ao contrário, também sei. Passar dois dias sem ligar o computador porque tenho de terminar um trabalho urgente, porque tenho de enviar um e-mail que não pode esperar umas horas, porque tenho de acrescentar um vírgula aqui ou ali não é uma coisa fácil para mim. Não o é porque foi tempo de mais neste registo e, apesar de toda a fartura que pudesse ter, era um modo de estar (que acabava por fazer mais mal aos que me rodeavam do que propriamente a mim, que nunca dramatizei o facto de não ter um fim-de-semana só para descansar).
Mas tenho feito um grande esforço. Durante o dia, em que estou distraída, a coisa corre bem. Quando a noite começa a cair, confesso, sinto uma ansiedade crescente. "Não fiz nada o fim-de-semana inteiro, como é possível?", é este tipo de pensamentos que me assalta.
Mas aí entra ele, com toda a sua descontracção, e me relembra o significado do conceito "fim-de-semana".
Hoje foi um regresso ao trabalho com muita motivação. Por ser quarta-feira mas, também, por ter descansado. É esta a grande diferença que noto no início das semanas, venho renovada! No entanto, continuo a contrariar todas as regras de gestão do tempo que conheço (burra!) e ando aqui num pandemónio a tentar dar conta do recado. O que me alegra? É trabalho de escrita. E posso escrever (mais ou menos) à minha vontade. E foi num ápice enquanto a manhã passou. E daqui a pouco, é fim-de-semana outra vez.
Maria Amor
Mas tenho feito um grande esforço. Durante o dia, em que estou distraída, a coisa corre bem. Quando a noite começa a cair, confesso, sinto uma ansiedade crescente. "Não fiz nada o fim-de-semana inteiro, como é possível?", é este tipo de pensamentos que me assalta.
Mas aí entra ele, com toda a sua descontracção, e me relembra o significado do conceito "fim-de-semana".
Hoje foi um regresso ao trabalho com muita motivação. Por ser quarta-feira mas, também, por ter descansado. É esta a grande diferença que noto no início das semanas, venho renovada! No entanto, continuo a contrariar todas as regras de gestão do tempo que conheço (burra!) e ando aqui num pandemónio a tentar dar conta do recado. O que me alegra? É trabalho de escrita. E posso escrever (mais ou menos) à minha vontade. E foi num ápice enquanto a manhã passou. E daqui a pouco, é fim-de-semana outra vez.
Maria Amor
6 de junho de 2014
Há muito, muito tempo
Tudo está bem quando acaba bem. Foi uma semana vivida no rescaldo da decisão tomada. Uma decisão que não foi aceite pela chefe. Que não foi, infelizmente, nada cordial na forma como mo fez saber.
Depois de dias em que o silêncio reinou, o e-mail recebido ontem já durante a madrugada deu a entender, no mais profundo tom de gozo, que esperava que eu organizasse a minha vida e voltasse (apeteceu-me gritar-lhe bem alto que a minha vida, agora que estou longe dela, está mais organizada do que nunca!). Perguntou também se eu estava mais calma (este era o momento em que lhe gritava bem alto que sempre estive calma, sempre, excepto quando tinha que me desdobrar e deixar de ter vida para atender às loucuras pessoais dela). Por fim, diz que tenho de permanecer num dos projectos porque sim, porque ela quer (e aqui, já fora de mim, gritar-lhe-ia: "Mas você paga-me para isto? Nem um cêntimo, por isso cale essa matraca e nunca mais me dirija a palavra!").
Não fiz nada disto. Fui tão estupidamente educada que só me faltou dizer que era com muita pena que vinha embora. Sublinhei bem sublinhado que já não poderia contar comigo e, a partir de hoje, acabou.
Bem sei que esta minha resposta fará com que ela se "atire ao ar", principalmente, por não ter cedido nem perdido o decoro. Agora, só estou da indecisão se marco o e-mail dela como spam ou não (gargalhada maléfica).
Há muito, muito tempo que não me sentia tão feliz.
Maria Amor
Depois de dias em que o silêncio reinou, o e-mail recebido ontem já durante a madrugada deu a entender, no mais profundo tom de gozo, que esperava que eu organizasse a minha vida e voltasse (apeteceu-me gritar-lhe bem alto que a minha vida, agora que estou longe dela, está mais organizada do que nunca!). Perguntou também se eu estava mais calma (este era o momento em que lhe gritava bem alto que sempre estive calma, sempre, excepto quando tinha que me desdobrar e deixar de ter vida para atender às loucuras pessoais dela). Por fim, diz que tenho de permanecer num dos projectos porque sim, porque ela quer (e aqui, já fora de mim, gritar-lhe-ia: "Mas você paga-me para isto? Nem um cêntimo, por isso cale essa matraca e nunca mais me dirija a palavra!").
Não fiz nada disto. Fui tão estupidamente educada que só me faltou dizer que era com muita pena que vinha embora. Sublinhei bem sublinhado que já não poderia contar comigo e, a partir de hoje, acabou.
Bem sei que esta minha resposta fará com que ela se "atire ao ar", principalmente, por não ter cedido nem perdido o decoro. Agora, só estou da indecisão se marco o e-mail dela como spam ou não (gargalhada maléfica).
Há muito, muito tempo que não me sentia tão feliz.
Maria Amor
3 de junho de 2014
"Não me interessa se falam bem ou se falam mal, o importante é que falem"
Pior do que chegar atrasada a uma reunião de 200 pessoas é, a meio da mesma, ser convidada a levantar-me e ser apresentada àquele mar de gente. Tenho a ligeira sensação que passei por todas as cores do arco-íris, fiz um adeus tímido e voltei a tentar desaparecer. Já era tarde.
O burburinho instalou-se. E dura até agora. Não houve uma pessoa apenas que, desde aquele momento, olhe para mim como mais um colaborador dentro da empresa. Sinto-me um bicho meio estranho!
Mas, já estou como o outro "Não me interessa se falam bem ou se falam mal, o importante é que falem".
Brincadeiras fora, penso que pode ter ido muito importante para o desenvolvimento do trabalho que aí vem esta apresentação relâmpago. E agora, foco, a consulta seguinte espera-me.
Maria Amor
2 de junho de 2014
E é tão bom sentir que estou no caminho certo
É com um misto de estranheza e felicidade que escrevo duas vezes no mesmo dia. E depois de um dia cheio de tarefas. Por hoje já terminou tudo, agora sou só eu. E que bem que sabe, estar aqui por uns momentos sem pensar em mais nada. Perder-me no Pintrest, coisa que há tanto tempo não fazia, e focar-me em ideias novas, daquelas que nos enchem os dias. Ler uma série de blogs em atraso. Ler meia dúzia de páginas de um livro novo.
Se me pedissem neste exacto momento para definir felicidade eu facilmente diria que é "ter tempo para desfrutar do tempo". Já olhei para o relógio um sem número de vezes. Sim, isto é real. Tenho um bocadinho de tempo para mim. E o cão está passeado. E a casa está arrumada. E não há trabalho ao serão.
Quero fazer disto um hábito porque assim o dia de amanhã não custará a chegar, nem a passar.
Quero voltar a sentir que é fácil viver. E é tão bom sentir que estou no caminho certo.
Maria Amor
Se me pedissem neste exacto momento para definir felicidade eu facilmente diria que é "ter tempo para desfrutar do tempo". Já olhei para o relógio um sem número de vezes. Sim, isto é real. Tenho um bocadinho de tempo para mim. E o cão está passeado. E a casa está arrumada. E não há trabalho ao serão.
Quero fazer disto um hábito porque assim o dia de amanhã não custará a chegar, nem a passar.
Quero voltar a sentir que é fácil viver. E é tão bom sentir que estou no caminho certo.
Maria Amor
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